<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572</id><updated>2011-12-04T01:49:54.200-08:00</updated><title type='text'>Os filmes de Curabula</title><subtitle type='html'>Esse blog é um jogo. Pegue o livro, veja o filme. Pegue o filme, leia o livro. Compare. Uma coisa é certa: os olhos da imaginação enxergam melhor e mais longe.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-6941463211146256533</id><published>2010-10-12T12:55:00.001-07:00</published><updated>2010-10-12T13:01:10.233-07:00</updated><title type='text'>HOMENS E DEUSES, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS9_6Pu6zI/AAAAAAAAAm8/93pyklDEa94/s1600/des-hommes-et-des-dieux-2010-1-g.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; DISPLAY: block; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527251548355095346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS9_6Pu6zI/AAAAAAAAAm8/93pyklDEa94/s320/des-hommes-et-des-dieux-2010-1-g.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;(Des hommes et des dieux, Xavier Beauvois - França)&lt;/strong&gt; - A leitura da sinopse pode dar a impressão de se tratar de um filme entediante: a história, inspirada em fatos reais, de oito monges franceses que vivem sua rotina num mosteiro da Argélia, ajudando a comunidade local, majoritariamente muçulmana, até a paz ser ameaçada por ataques de fundamentalistas islâmicos. Beauvois cria, no entanto, uma aura de tal forma envolvente que seduz o espectador tanto pela contemplação do cotidiano no mosteiro, em que os cânticos religiosos entoados por vozes "divinas" transmitem beleza e serenidade, como pela abordagem honesta de um dos temas mais polêmicos da atualidade: o "terrorismo" - separando com sabedoria o joio do trigo. O filme recebeu, merecidamente, o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um elenco impecável, encabeçado por Lambert Wilson, confere a cada um dos monges dimensão humana. Dúvida, medo, doação, generosidade e fé entram em conflito numa situação limite, quando a própria vida está em jogo –ali não há heróis nem deuses, mas homens. Comovente a cena em que os monges decidem se vão abandonar o seu "rebanho" muçulmano, para o qual representam os "galhos firmes da árvore em que estão pousados", ou permanecer entre eles, sabendo que podem ser mortos. Também memorável aquela em que se encontram frente a frente os líderes do mosteiro e de uma facção islâmica, estabelecendo-se um diálogo pautado pelo respeito mútuo, apesar do antagonismo de crenças e atos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se motivos religiosos são capazes de fazer o homem praticar o mal com empenho e felicidade jamais vistos, como disse Pascal, o poder político e econômico também faz estragos muitas vezes irreparáveis. Xavier Beauvois não exime a França de sua parcela de culpa pelos conflitos de cunho "aparentemente" apenas religioso em curso em ex-colônias africanas. No filme, o governo argelino atribui à colonização, que os manteve atrasados, as causas mais profundas para a formação e crescimento dos grupos radicais. Contrapondo-se às motivações de domínio, ganância e prepotência, a postura dos monges, solidária e autêntica, de entrega total à fé e a serviço do próximo, ecoa como um alento de esperança na humanidade. Uma humanidade que se reencontra com sua face divina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-6941463211146256533?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/6941463211146256533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=6941463211146256533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/6941463211146256533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/6941463211146256533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/10/homens-e-deuses-xavier-beauvois-franca.html' title='HOMENS E DEUSES, por Gina Louise'/><author><name>Eugenia Ribas Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10264897647662217020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aPiWfXw9EbA/TsIqH4uzimI/AAAAAAAAAtY/xG6bf_4anXQ/s220/black%2Bcoat.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS9_6Pu6zI/AAAAAAAAAm8/93pyklDEa94/s72-c/des-hommes-et-des-dieux-2010-1-g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-5074514761712074576</id><published>2010-10-12T12:45:00.001-07:00</published><updated>2010-10-12T13:02:09.876-07:00</updated><title type='text'>VIÚVAS SEMPRE ÀS QUINTAS, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS7pFMqYlI/AAAAAAAAAm0/mUujRLHsp30/s1600/vi%C3%BAvas+sempre+%C3%A0s+quintas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; DISPLAY: block; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527248957134758482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS7pFMqYlI/AAAAAAAAAm0/mUujRLHsp30/s320/vi%C3%BAvas+sempre+%C3%A0s+quintas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Viúvas sempre às quintas (Marcelo Piñeyro-Argentina) - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;O cinema argentino nos presenteou nesse festival com mais uma grande obra. Marcelo Piñeyro, diretor de &lt;em&gt;Plata Quemada&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;El Metodo &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;O que você faria?&lt;/em&gt;),&lt;em&gt; Cinzas do Paraíso&lt;/em&gt; entre outros bons filmes, foca o seu olhar perturbador – que, guardadas as devidas proporções, em alguns momentos faz lembrar Michael Haneke – na vida entremuros de um condomínio de elite de Buenos Aires. Num rápido percurso a câmera revela o lado de fora do condomínio: uma vizinhança pobre alijada do conforto e luxo que os personagens desfrutam. Mas, nem tudo é perfeito. As cercas não impedem que a crise econômica invada a vida dos protagonistas e, maior ainda que ela, a crise de valores. Aos poucos a harmonia e o branco do vestuário, na cena inicial de uma sofisticada festa de aniversário, vão se tingindo de cinza e sangue. Um roteiro muito bem costurado conduz o espectador passo a passo pelos cantos escondidos do universo material e psicológico de uma burguesia perdida em suas próprias opções de vida. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-5074514761712074576?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/5074514761712074576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=5074514761712074576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/5074514761712074576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/5074514761712074576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/10/viuvas-sempre-as-quintas-por-gina.html' title='VIÚVAS SEMPRE ÀS QUINTAS, por Gina Louise'/><author><name>Eugenia Ribas Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10264897647662217020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aPiWfXw9EbA/TsIqH4uzimI/AAAAAAAAAtY/xG6bf_4anXQ/s220/black%2Bcoat.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/TLS7pFMqYlI/AAAAAAAAAm0/mUujRLHsp30/s72-c/vi%C3%BAvas+sempre+%C3%A0s+quintas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-303549420439156584</id><published>2010-10-07T17:08:00.001-07:00</published><updated>2010-10-07T17:21:15.195-07:00</updated><title type='text'>AMORES IMAGINÁRIOS, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TK5j4odFxUI/AAAAAAAAATw/_odBf6i-nWs/s1600/amores+imagin%C3%A1rios.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 175px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525463617413432642" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TK5j4odFxUI/AAAAAAAAATw/_odBf6i-nWs/s320/amores+imagin%C3%A1rios.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O primeiro filme de Dolan (Canadá), exibido ano passado no FestRio, &lt;em&gt;Eu Matei Minha Mãe&lt;/em&gt;, causou tamanho &lt;em&gt;frisson&lt;/em&gt; que a expectativa em relação ao seu segundo longa foi maximizada. Seria essa a causa de uma pequena frustração? Ainda que menos impactante que a primeira obra desse artista polivalente (diretor, roteirista, ator, figurinista e muito mais), &lt;em&gt;Amores Imaginários&lt;/em&gt; é um filme delicioso. Partindo de um argumento mínimo - a paixão/veneração de dois jovens amigos, Marie (a expressiva Monia Chokri) e Francis (Xavier Dolan), por Nico (Niels Schneider&lt;span style="color:black;"&gt;)&lt;/span&gt;, um garoto loiro de cabelos cacheados (verdadeiro David renascentista aos olhos dos enamorados) -, o encanto do filme encontra-se na narrativa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Embalados pelo &lt;em&gt;hit&lt;/em&gt; romântico Bang Bang, na versão italiana interpretada por Dalida, os personagens são acompanhados pela câmera em &lt;em&gt;slow-motion&lt;/em&gt;, deixando-nos hipnotizados. Cada gesto, cada elemento de cena, o figurino &lt;em&gt;vintage&lt;/em&gt; de Marie, as cores escolhidas para flagrar os momentos de intimidade com parceiros furtivos, e nunca com o real objeto do desejo, tudo, tudo no filme compõe uma atmosfera &lt;em&gt;pop &lt;/em&gt;intimista que faz paródia de si mesma, apropriando-se de linguagem publicitária, clichês, papos de redes sociais. Se "todo apaixonado vira um adolescente", creio que o público, de que idade for, vai projetar-se nas ilusões e desilusões dos personagens. O próprio filme dialoga com sentimentos e experiências amorosas de outros jovens, em depoimentos inseridos em tom de &lt;em&gt;reality-show&lt;/em&gt;. Bom humor, diálogos inteligentes, olhar crítico e criatividade não faltam a Dolan. Com a autoridade dos seus 21 anos, ele fala sobre aquilo que conhece bem. Para muita gente isso é defeito. Penso ser um mérito. Amores, imaginários ou não, merecem ser vividos e expressados poeticamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-303549420439156584?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/303549420439156584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=303549420439156584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/303549420439156584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/303549420439156584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/10/amores-imaginarios-por-gina-louise.html' title='AMORES IMAGINÁRIOS, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TK5j4odFxUI/AAAAAAAAATw/_odBf6i-nWs/s72-c/amores+imagin%C3%A1rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-1088119266569052294</id><published>2010-09-27T17:56:00.001-07:00</published><updated>2010-09-27T17:59:12.118-07:00</updated><title type='text'>UMA FAMÍLiA – PERNILLE FISCHER CHRISTENSEN, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE9l3YaOUI/AAAAAAAAATg/XyoIRqoiR7E/s1600/enfamilie.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; DISPLAY: block; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521762338863724866" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE9l3YaOUI/AAAAAAAAATg/XyoIRqoiR7E/s320/enfamilie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span  xmlns="" style="font-family:arial;"&gt;Pão e cinema são duas coisas que a Dinamarca faz muito bem. Imaginem então a união disso nas telas. Ao "narrar" a história de uma família renomada de padeiros, fornecedores da família real, ao som de uma trilha sonora de primeira, Christensen (diretora do ótimo &lt;em&gt;A Soap -2006&lt;/em&gt;) transporta o espectador para o centro do furacão de dúvidas e sentimentos contraditórios que atormentam a personagem Ditte (Lene Maria Christensen) ao saber da doença terminal de seu amado pai, oscilando entre manter a tradição familiar e atender a vontade do pai ou realizar seu próprios sonhos. Calcado em fortes interpretações e no universo familiar, claustrofóbico e torturante, o filme culmina em uma das mais belas e tristes cenas do cinema ao "capturar" o momento da morte. Um filmaço. Tristíssimo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-1088119266569052294?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/1088119266569052294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=1088119266569052294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1088119266569052294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1088119266569052294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/09/uma-familoa-pernille-fischer.html' title='UMA FAMÍLiA – PERNILLE FISCHER CHRISTENSEN, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE9l3YaOUI/AAAAAAAAATg/XyoIRqoiR7E/s72-c/enfamilie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-4304815722430880583</id><published>2010-09-27T17:41:00.001-07:00</published><updated>2010-09-27T17:58:50.438-07:00</updated><title type='text'>COPACABANA - DE MARC FITOUSSI, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE6P418GuI/AAAAAAAAATA/U5sEs0CjFXI/s1600/copacabana-1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521758662764010210" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE6P418GuI/AAAAAAAAATA/U5sEs0CjFXI/s320/copacabana-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Dizer que Isabelle Huppert é superbe chega a ser redundante. Mas, não consigo imaginar outra atriz fazendo o papel de Babou, forte candidata ao roll das personagens femininas antológicas. Com aquela cara de danadinha que só ela tem, Huppert consegue, sutilmente, em uma expressão, um olhar, desnudar todas as contradições e a complexidade humana de uma mulher anticonvencional, livre, leve e solta, que tem, como poucos, a coragem de viver a vida como gosta, mesmo sabendo que tudo tem um preço – no seu caso a admiração e o respeito da filha. Brincando de forma bem humorada com o exotismo cultural, o diretor recheia o filme com boa música brasileira e transforma o Rio de Janeiro em sonho de uma última (quem sabe?) fuga aventureira da personagem. Uma comédia dramática inteligente, cativante e realmente divertida do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-4304815722430880583?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/4304815722430880583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=4304815722430880583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/4304815722430880583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/4304815722430880583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/09/copacabana-de-marc-fitoussi-por-gina.html' title='COPACABANA - DE MARC FITOUSSI, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE6P418GuI/AAAAAAAAATA/U5sEs0CjFXI/s72-c/copacabana-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-1746535842083430757</id><published>2010-09-27T17:26:00.001-07:00</published><updated>2010-09-27T17:31:48.930-07:00</updated><title type='text'>FESTIVAL DO RIO – A PRIMAVERA CHEGOU, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A primavera chegou e um perfume especial se espalha pelo Rio de Janeiro. Calma... não vou aqui falar de flores, pelo menos não no sentido literal da palavra. O perfume a que me refiro é um bálsamo diferente. Mais de 300 filmes do mundo inteiro desembarcam na cidade para alegria de cinéfilos e amantes da sétima arte. O Festival do Rio começou no dia 23, para contradizer quem acredita que as salas de cinema deixarão de existir um dia, solapadas pela avalanche de novas tecnologias que possibilitam o acesso individual aos filmes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE3H98vcwI/AAAAAAAAASw/2g3VBGg8R_o/s1600/fellini-la-dolce-vita.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521755228160881410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE3H98vcwI/AAAAAAAAASw/2g3VBGg8R_o/s200/fellini-la-dolce-vita.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fellini disse certa vez em um texto: "Ir ao cinema é como voltar ao útero. Você se senta no escuro e fica esperando, com a inocência de um feto, a tela acender como a luz da vida". Esta definição me ajudou a compreender o sentimento mágico que sempre toma conta de mim quando entro numa sala escura na expectativa de mergulhar em outros mundos, outras vidas. E o mais fascinante é que essa experiência é coletiva, enriquecida pela troca de energia, ideias e emoções. Quando a sala está lotada de espectadores sintonizados, hipnotizados pela mesma magia, há um perfume no ar que só quem partilha desse vício consegue perceber. Pura poesia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Difícil mesmo em época de FestRio é montar a programação, fazer escolhas. "Abandonar" um filme em favor de outro, descobrir novos diretores ou prestigiar os mais conhecidos: são muitos os dilemas já que não é possível ver tudo, embora a gente se esforce ao máximo. Como de praxe, o evento traz obras premiadas nos importantes festivais – Cannes, Veneza, Berlim e mostras menores. Tentarei partilhar nesses dias impressões sobre alguns filmes já vistos, dar uma ou outra dica, lembrando, entretanto, que há filmes para todos os gostos e todas as tribos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-1746535842083430757?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/1746535842083430757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=1746535842083430757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1746535842083430757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1746535842083430757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/09/festival-do-rio-primavera-chegou-por.html' title='FESTIVAL DO RIO – A PRIMAVERA CHEGOU, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TKE3H98vcwI/AAAAAAAAASw/2g3VBGg8R_o/s72-c/fellini-la-dolce-vita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-3466058351440563780</id><published>2010-09-21T18:10:00.001-07:00</published><updated>2010-09-21T18:19:17.916-07:00</updated><title type='text'>UMA NOITE EM 67 – NADA DO QUE FOI SERÁ, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJlZU2_MxeI/AAAAAAAAASg/RI7uo8r3HME/s1600/noite+em+67.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519541033212102114" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJlZU2_MxeI/AAAAAAAAASg/RI7uo8r3HME/s320/noite+em+67.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJlYY344J2I/AAAAAAAAASY/kNj6UR7Ml3I/s1600/noite+em+67.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A memória dos meus cinco anos não reteve nenhuma recordação de uma noite especial em 67. Uma noite em que se viu o sol nas bancas de revista e rodas-gigantes girando, girando, no parque e na vida, carregando o destino prá lá; uma noite em que uma viola &lt;em&gt;ponteou&lt;/em&gt; em protesto cifrado contra a ditadura militar e outra foi arremessada sobre a plateia em reação ao protesto das vaias – contestar era a palavra de ordem. Primeiro conheci algumas das músicas, na adolescência, e somente depois, através de imagens de arquivo, soube que fizeram parte do histórico festival da Record. Essas imagens povoaram o meu imaginário com tamanha intensidade que ainda hoje duvido se não estive de fato no teatro da Paramount naquela noite de 21 de outubro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O documentário de Ricardo Calil e Renato Terra agrada ao público sem fazer esforço, até mesmo antes de ser visto. Se alguém conseguir ficar indiferente à comoção daquele momento "bom sujeito não é". As imagens do festival falam, (en) cantam por si. Difícil conter as lágrimas. "Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia", profetizou Lulu (Santos). Da caixa de Pandora escaparam o melhor e o pior. Quando Chico Buarque dá um depoimento, no filme, que soa displicente e sem muito interesse, no fundo quer dizer que não se pode impunemente ser saudosista: se o período referendou o nascimento da MPB, com sua multiplicidade de facetas, foi, inegavelmente, uma página terrível na história do Brasil – uma ditadura às vésperas de recrudescer, cujas sequelas são visíveis até hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O recorte feito pelos diretores, econômico, sim, porém coerente com a proposta de situar o evento como marco para profundas transformações estéticas e comportamentais no cenário cultural brasileiro, optou por focar apenas seis músicas, comentadas em entrevistas de bastidores e depoimentos atuais. Muito ficou de fora do documentário, com certeza, como a premiação de Elis Regina como melhor intérprete defendendo &lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Cantador&lt;/strong&gt;, de Dori Caymmi e Nelson Motta, importante num momento em que a cantora ressentia-se do encerramento do programa &lt;em&gt;O Fino da Bossa&lt;/em&gt;. Também não se mencionou o prêmio de melhor letra concedido a Sidney Miller por &lt;strong&gt;A Estrada&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;e o Violeiro&lt;/strong&gt;, canção que interpretou ao lado de Nara Leão, uma das personagens mais antenadas do meio musical, sempre na vanguarda, transitando bem entre compositores bossanovistas, autores de músicas de protesto, nordestinos, sambistas de morro e, mais tarde, entre os tropicalistas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para melhor compreender a importância do festival de 67, contextualizá-lo historicamente e conhecer detalhes de cada fase, bem como os meandros do mercado fonográfico, o livro &lt;strong&gt;A Era dos Festivais&lt;/strong&gt;, de Zuza Homem de Mello, é leitura obrigatória. Zuza aparece no &lt;em&gt;doc &lt;/em&gt;relembrando, como testemunha ocular, sua participação no evento como técnico de som, sem deixar fluir, ali, a verve de historiador e crítico perspicaz. Em sua obra, ele narra que, nesse mesmo festival, subiram ao palco os novatos Martinho José Ferreira, só depois batizado "da Vila", com &lt;strong&gt;Menina Moça&lt;/strong&gt;; Toquinho e Vitor Martins, com &lt;strong&gt;Belinha&lt;/strong&gt;; e o baiano Antônio Marques Pinto, que se tornou conhecido como Antônio Carlos na dupla com Jocafi, apresentando &lt;strong&gt;Festa no Terreiro de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Alaketu&lt;/strong&gt;. Tom Zé também estava lá, bem-comportado, lançando a singela &lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Moreninha&lt;/strong&gt;. Geraldo Vandré, após a disputa acirrada no festival anterior entre &lt;strong&gt;Disparada, &lt;/strong&gt;na voz de Jair Rodrigues, e &lt;strong&gt;A Banda&lt;/strong&gt;, não conseguiu empolgar o público com &lt;strong&gt;Ventania&lt;/strong&gt; - ele viria a ser ovacionado novamente em 68 ao entoar o hino de protesto &lt;strong&gt;Prá não dizer que &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;não falei de flores&lt;/strong&gt;. E Pixinguinha teve seu samba, com letra do poeta Hermínio Bello de Carvalho, desclassificado: &lt;strong&gt;Isso Não Se Faz&lt;/strong&gt; (não mesmo!).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, o que fez do III Festival da Record tão importante? Uma frase de Ferreira Gullar, membro do júri, talvez sinalize a resposta: "A música popular é a grande manifestação do povo brasileiro". Quando uma parte considerável da plateia vaiou Sérgio Ricardo, conhecido por seu ativismo político, ao interpretar &lt;strong&gt;Beto Bom de Bola&lt;/strong&gt;, que elencava futebol e samba como paixões nacionais, estava marcando posição, além de extravasar uma energia reprimida. Até então os organizadores dos festivais tinham muito cuidado na escolha dos jurados para que não tendessem mais para a esquerda ou para a direita, pois o público, embora majoritariamente estudantil, era eclético e englobava várias torcidas, incluindo os fãs da Jovem Guarda, por exemplo, que aplaudiam Roberto Carlos mesmo cantando (e bem) um samba (&lt;strong&gt;Maria, Carnaval e Cinzas, &lt;/strong&gt;de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Luiz Carlos Paraná), enquanto os opositores gritavam "Fora!". Naquele ano ficou claro que se esperava da música popular uma atitude revolucionária, uma voz de protesto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A atitude e o protesto trilharam caminhos que muitos consideram, equivocadamente creio eu, antagônicos. Estigmatizados como "bons moços", Chico e Edu, dentre outros, continuaram criando, com autenticidade, a sua música, tentando driblar a censura poeticamente, como haviam feito em &lt;strong&gt;Roda Viva&lt;/strong&gt; ("A gente quer ter voz ativa/no nosso destino mandar/mas eis que chega a roda viva/ e carrega o destino prá lá") e &lt;strong&gt;Ponteio&lt;/strong&gt; ("Correndo no meio do mundo/Não deixo a viola de lado/Vou ver o tempo mudado/E um novo lugar prá cantar..."). Gil e Caetano, ao introduzirem a guitarra elétrica em &lt;strong&gt;Domingo no Parque&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Alegria, Alegria&lt;/strong&gt;, flertaram com o &lt;em&gt;pop&lt;/em&gt; e deram o primeiro passo para uma vital revolução estética, e comportamental, que estava por vir: a Tropicália - neologismo inventado pelo artista plástico Hélio Oiticica para uma instalação em que desconstruía o mito do paraíso tropical.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Usar ou não guitarras elétricas em um arranjo pode parecer hoje um dilema sem sentido, uma decisão meramente estética. Mas, em 1967 era uma questão política. A manifestação que ficou conhecida como "Passeata contra as guitarras elétricas", encabeçada por Elis Regina e Geraldo Vandré, tinha cunho nacionalista em favor da música brasileira e contra a alienação do iê-iê-iê. O depoimento, sincero e pungente, de Gilberto Gil, no documentário de Calil e Terra, expressa bem a contradição por ele vivida, dividido entre a causa política e o fascínio pela música dos Beatles, que lhe descortinava novas possibilidades rumo à fusão de gêneros e ritmos, a uma "música universal". O pânico que quase o impediu de participar do Festival da Record prenunciava a ruptura com o &lt;em&gt;establishment&lt;/em&gt;, exacerbada em 68 pelo Tropicalismo. Da ousadia de Gil, que, mesmo tendo participado da passeata, subiu ao palco acompanhado pelos Mutantes para executar o magnífico arranjo de Rogério Duprat, resultou a mágica harmonização entre berimbau, guitarra e baixo elétricos: "O sorvete é morango/É vermelho!/Oi, girando e a rosa/É vermelha!/Oi girando, girando/É vermelha!/Oi, girando, girando..." Dá até vertigem. É pouco provável que haja outra música digamos ... interdisciplinar como esta: cinematográfica, dramática, literária, pictórica, sensorial ... genial!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A década de 60 foi de fato um dos períodos mais criativos para a música popular brasileira, recheada de obras-primas e agitada por movimentos, debates, reflexões e engajamento. Uma época em que um festival de música mobilizava multidões como se fosse Copa do Mundo - "nós éramos como cavalos no páreo", disse Edu Lobo ao se referir às apostas realizadas pelas torcidas. Uma época em que a sociedade se organizava para lutar por uma causa, um ideal, uma paixão. Boa parte dos protagonistas dessa cena "caiu" após a decretação do AI-5 e os festivais entraram em declínio. "A classe média fardada, que é moralista, encarava Chico, Vandré e Sérgio Ricardo como um militar vê um inimigo, enquanto os baianos, Gil e Caetano, representavam um desacato, não coincidindo com a imagem por ela desejada como exemplo para o povo brasileiro", conclui Zuza Homem de Mello. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ao som dos acordes de "caminhando contra o vento/sem lenço e sem documento" eu segui vivendo, sob o sol da abertura política. A geração dos festivais me ensinou a acreditar na utopia, na construção de um mundo melhor. No entanto, de tempos em tempos, voltam a minha mente, ecoando de uma pirâmide crescente de vozes, os únicos versos capazes de traduzir com precisão um sentimento de impotência que me invade: "tem dias que a gente se sente/como quem partiu ou morreu/ a gente estancou de repente/ ou foi o mundo então que cresceu ..." Mas o que importa é que sempre haverá uma viola prá cantar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-3466058351440563780?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/3466058351440563780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=3466058351440563780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3466058351440563780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3466058351440563780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/09/uma-noite-em-67-nada-do-que-foi-sera.html' title='UMA NOITE EM 67 – NADA DO QUE FOI SERÁ, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJlZU2_MxeI/AAAAAAAAASg/RI7uo8r3HME/s72-c/noite+em+67.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7039833576874403192</id><published>2010-09-19T11:30:00.001-07:00</published><updated>2010-09-19T11:40:48.414-07:00</updated><title type='text'>A ORIGEM – SONHOS, SONHOS SÃO, Por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJZYYF7CHCI/AAAAAAAAASQ/ryCXw-lHkvc/s1600/A+Origem3(2).jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 258px; DISPLAY: block; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5518695564319005730" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJZYYF7CHCI/AAAAAAAAASQ/ryCXw-lHkvc/s200/A+Origem3(2).jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span  xmlns="" style="font-family:arial;"&gt;Dia desses, quando estava na fila para ver um filme da mostra Russ Meyer, no CCBB, brinquei com um amigo que, como alguns outros, se disse deslumbrado com &lt;strong&gt;A Origem&lt;/strong&gt;, de Christopher Nolan: "olha, eu não bebi desse chazinho que vocês tomaram antes da sessão, não!" Apesar do visual arrebatador de algumas cenas, especialmente aquelas em que Paris aparece numa perspectiva jamais vista, fechando-se em si mesma, e de um elenco afinado, com belo solo de Marion Cotillard, o filme não me diz muito, limitando-se a um &lt;em&gt;blockbuster &lt;/em&gt;bem feito que, como tal, encerra-se nos créditos finais. Nada a refletir, nenhum dever de casa. Após a sessão, voltei aos sonhos anárquicos do meu mundo imaginário, que mais se assemelha ao do &lt;strong&gt;Dr. Parnassus&lt;/strong&gt; (Terry Gilliam).&lt;br /&gt;Se, no entender de alguns teóricos como Edgar Morin, "o cinema é um simulacro do sonho", os labirintos do inconsciente vêm, ao longo da história da sétima arte, fascinando os mais diferentes diretores. Buñuel, surrealista por excelência, costurou sonho e realidade em suas obras com maestria, chegando à extrema ousadia de mostrar, em &lt;strong&gt;Um Cão Andaluz, &lt;/strong&gt;uma navalha cortando um olho: para ver é preciso olhar para dentro. Salvador Dalí, autor de telas alucinantes, foi seu parceiro nessa viagem. Cocteau colocou Orfeu frente ao espelho - portal simbólico de ligação entre dois mundos.&lt;br /&gt;Bergman poderia ter sido, quem sabe, um discípulo genial de Freud, afinal trabalhou com requinte elementos como condensação e deslocamento em sonhos de seus personagens (o ancião de &lt;strong&gt;Morangos Silvestres &lt;/strong&gt;duplica-se em o morto dentro do caixão e a mão que o puxa). E o que dizer de David Lynch, para quem a barreira do tempo há muito já foi rompida? "Amanhã pode ser ontem... eu me lembro de depois de amanhã", diz a personagem de Laura Dern em &lt;strong&gt;Império dos Sonhos&lt;/strong&gt;. Precisaríamos de horas e horas para relembrar filmes, cenas, ideias que promoveram um mergulho interior: de Kurosawa (em &lt;strong&gt;Sonhos, &lt;/strong&gt;os seus próprios foram "transpostos" para a tela) a Woody Allen (inesquecível o universo onírico do metalinguístico &lt;strong&gt;A Rosa Púrpura do Cairo&lt;/strong&gt;), com uma parada necessária em Charlie Kaufman (&lt;strong&gt;Brilho eterno de uma mente sem lembranças&lt;/strong&gt;; &lt;strong&gt;Sinédoque, Nova York&lt;/strong&gt;). Fellini, então, é assunto para uma longa conversa.&lt;br /&gt;Não foi, no entanto, nenhuma dessas ideias que Nolan "roubou" para dar vida a Don "Corleone" Cobb (Leonardo DiCaprio) – um "extrator" de ideias dos sonhos alheios. Os tempos são outros e até os sonhos tornaram-se virtuais. &lt;strong&gt;A Origem (Inception) &lt;/strong&gt;formata-se como filme de ação em que a espionagem industrial atingiu tal nível de sofisticação que especialistas são contratados para invadir os sonhos das vítimas, recriando-os com arquitetura própria, com a finalidade de extrair ou inserir ideias de acordo com o objetivo do cliente. Impressionante é que o personagem de DiCaprio, atormentado por seus fantasmas pessoais, parece tão bom moço que o público acaba esquecendo-se da falta de ética de sua atividade, criminosa porém emocionante e com um quê de artística – comparável, nas devidas proporções, a de um cineasta. Até aí nada de novo, o cinema está repleto de bandidos atraentes. Se bem que interferir na &lt;em&gt;psiqué &lt;/em&gt;do próximo sem autorização, convenhamos, é muito diferente de arrombar um cofre. A CIA deve adorar a idéia.&lt;br /&gt;O que mais me incomoda no filme, ao contrário de alguns críticos que o acham confuso, é o excesso de explicação e organização. Tudo certinho demais. Parece novela da Globo: quando uma palavra é dita em italiano&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;logo em seguida o personagem a repete em português, para não haver dúvida quanto ao entendimento por parte do público. Em &lt;strong&gt;A Origem&lt;/strong&gt;, uma cena explica a anterior e prepara o campo para a seguinte. Os cenários projetados por um arquiteto de sonhos são perfeitos, bonitos, limpos, e o procedimento planejado pela equipe somente sofre interferências quando o inconsciente de Cobb recebe a visita (in)desejada da mulher Mal (Cotillard) – difícil engolir que ele seja o único personagem "Mal"-resolvido, que luta contra sentimentos de culpa e dores do passado. Não há perturbação de "fantasmas", por exemplo, no sonho do herdeiro (Cillian Murphy), que acabou de perder o pai com quem amargava uma relação conflituosa. Jung ficaria frustrado diante da pobreza simbólica desses sonhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7039833576874403192?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7039833576874403192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7039833576874403192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7039833576874403192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7039833576874403192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/09/origem-sonhos-sonhos-sao.html' title='A ORIGEM – SONHOS, SONHOS SÃO, Por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/TJZYYF7CHCI/AAAAAAAAASQ/ryCXw-lHkvc/s72-c/A+Origem3(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-2838486972321438677</id><published>2010-05-12T16:50:00.000-07:00</published><updated>2010-05-12T17:10:21.031-07:00</updated><title type='text'>OS MELHORES SONHOS ROUBADOS, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S-s_6wUGeoI/AAAAAAAAARY/kwthrJnBmds/s1600/sonhos-roubados.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; FLOAT: right; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470536451005774466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S-s_6wUGeoI/AAAAAAAAARY/kwthrJnBmds/s200/sonhos-roubados.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Três meninas, três pedidos. Uma queria que o avô, sua única referência familiar, ficasse bom ... não, esse seria um sonho adulto, correto: o seu pedido espontâneo era um objeto ligado ao desejo: a calça jeans abandonada na loja por falta de grana. Outra, romântica, queria beijos e juras de amor sem fim, mesmo vindos de um improvável príncipe, o traficante do pedaço. A terceira, mais novinha, acalentava um sonho esnobado por muita garota de estrato social mais alto: uma festa de quinze anos - festa que seria pretexto para a aproximação do pai ausente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;As meninas de Sandra Werneck, materializadas na tela a partir de dados do livro documental “As Meninas da Esquina”, de Eliane Trindade, transitam num universo muito diferente daquele em que afloram os dilemas e sonhos dos adolescentes de Laís Bodanzky, estes baseados na série de livros “Mano” de Gilberto Dimenstein e&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Heloísa Prieto. Enquanto em&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;“Sonhos Roubados” a sobrevivência na favela carioca ocupa o primeiro lugar na ordem do dia, para os jovens de classe média paulistana de “As Melhores Coisas do Mundo” há espaço de sobra para a exacerbação da subjetividade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Isolando-se os fatores econômicos e sociais, a essência dos personagens dos dois filmes talvez não seja tão diversa. A personalidade em formação, com todas as angústias e incertezas em contraponto a uma extraordinária energia vital e ego inflado, é comum a todo (ou quase todo) adolescente.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas, a identidade que se consolidará a partir das experiências pessoais, e seus reflexos psicológicos, trará as marcas do que cada um viveu.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S-tAg4n9xNI/AAAAAAAAARg/XZIByv_kY0A/s1600/as+melhores+coisas+do+mundo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; FLOAT: left; HEIGHT: 155px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5470537106071602386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S-tAg4n9xNI/AAAAAAAAARg/XZIByv_kY0A/s200/as+melhores+coisas+do+mundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A forma como se dá a descoberta da sexualidade e se estabelece os referenciais familiar e escolar, alicerces para a vida adulta, representam provavelmente as diferenças mais significativas&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;entre os grupos. Se, para os meninos de classe média Mano, Carol, Deco, Miguel, a sexualidade ainda é envolvida numa aura de mistério, de afirmação pessoal ou ideal romântico, para Jéssica, Sabrina e Daiane, de “Sonhos Roubados”, ela vem com o invólucro de mercadoria, objeto de troca de favores ou venda –&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;trazendo ainda como consequência para algumas o peso de uma barriga. E, o que é pior, muito mais associada a exploração, violência e abuso do que ao amor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Se a família de Mano (interpretado pelo ator revelação Francisco Miguez), com todos os conflitos desencadeados pela opção sexual do pai (Zeca Machado), mantém-se ainda assim presente, buscando prover, amparar e entender os filhos, o mesmo não ocorre com as meninas. Há uma comovente cena em que Jéssica (Nanda Costa, uma forte presença na tela) e Daiane (Amanda Diniz) estão olhando a avenida do alto de um viaduto, onde Jéssica ia na companhia da mãe quando pequena para “contar os carros vermelhos”. A partir dessa recordação, Daiane diz que deveria haver uma regra: mãe não podia morrer nunca. Sabrina (Kika Farias) tem mãe viva, no entanto é rejeitada por ela. No filme, a figura paterna inexiste, é precária ou deformada, como no caso do tio pedófilo encarnado por Daniel Dantas. Com a desestruturação das famílias, as meninas são obrigadas a “se virar” para sobreviver e assumem na prática as rédeas de suas próprias vidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Em “As Melhores Coisas do Mundo”, a escola é o cenário predominante. Escola como fonte de aprendizado formal e informal, espaço fervilhante onde são expostos e confrontados preconceitos, valores, verdade e invenção; onde a invasão de privacidade opõe-se à preservação dos sentimentos mais íntimos e autênticos. Como discursou Mano durante a campanha estudantil, um espaço que tinha se tornado &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;um big brother do mau&lt;/i&gt;, mas pelo qual se deveria lutar para que prevalecesse a amizade verdadeira, a solidariedade e o senso ético de justiça. Na periferia, a escola talvez seja mais do que um sonho roubado, seja a esperança roubada de um futuro mais promissor e digno. Daiane adora quando não há aula, porque &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;não aprende nada na escola&lt;/i&gt;, ou seja, a escola não cumpre o seu papel. Entre seus muros também não se constrói relações sociais e afetivas. Sem internet, é no asfalto que elas navegam com desenvoltura. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Sandra Werneck faz uma abordagem a um só tempo sociológica e existencial. Se cada uma das três personagens centrais é, como nos versos do Chico,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;uma menina igual a mil&lt;/i&gt; das periferias brasileiras, elas conseguem, entretanto, atrair o nosso olhar, nos convidando a vê-las de perto, com carinho. E de perto elas têm carne, osso, vida e nome próprio. Apesar de no seu mundo as melhores coisas terem sido roubadas, elas procuram reinventá-las cotidianamente, buscando outras formas de afeto – a solidariedade maternal da manicure (Marieta Severo), o amor companheiro do presidiário (MV Bill), a opção pela maternidade.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Não há soluções fáceis em “Sonhos Roubados” nem um final bonitinho como o de “As Melhores Coisas do Mundo”, contudo uma leveza flui sempre que possível, mostrando a capacidade das meninas de encontrar alegria nas pequenas coisas, dançando conforme a música, mas no próprio ritmo. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-2838486972321438677?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/2838486972321438677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=2838486972321438677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2838486972321438677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2838486972321438677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/05/os-melhores-sonhos-roubados-por-gina.html' title='OS MELHORES SONHOS ROUBADOS, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S-s_6wUGeoI/AAAAAAAAARY/kwthrJnBmds/s72-c/sonhos-roubados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-5831891672450106312</id><published>2010-04-29T07:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T08:34:10.330-07:00</updated><title type='text'>ALICE BURTON, por Luciana Bastos Figueiredo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S9oKdJ65QMI/AAAAAAAAAv0/avA9dtO6SIw/s1600/alice_in_wonderland_tim_burton.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S9oKdJ65QMI/AAAAAAAAAv0/avA9dtO6SIw/s320/alice_in_wonderland_tim_burton.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_HPfQhfwm_NU/S9mbMyyWi_I/AAAAAAAAAFA/hIc1e5EM120/s1600/alice_lg.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrever um post sobre a Alice do Tim Burton pode até ser óbvio nesses dias, mas será que é óbvio dizer que e odiei o filme?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois é, foi isso que aconteceu. Meu marido e eu fomos ver o filme na própria sexta da estreia, naquelas sessões de meia-noite. Ele estava animadíssimo desde que vimo o primeiro trailler. Eu observava, atenta, o movimento do mercado editorial e o crescimento da febre em torno do filme. Estava curiosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu gosto do Tim Burton, relevo o fato de ele colocar a mulher em todos os seus filmes - até porque ela é muito boa -, mas ele levou minha Alice embora! Somente sentada na poltrona, com a sala escura e os óculos 3D devidamente posicionados é que me dei conta do tamanho da minha expectativa em torno do filme. E como eu me decepcionei. Passagens chatas, lentas, personagens desvirtuados de suas essências... Nossa! O pior foi Alice ter ganhado uma função, um propósito explícito, uma missão no País das Maravilhas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alice não tem missão, tem um caminho cheio de surpresas. Um caminho ao mesmo tempo angustiante e viciante para o leitor. O livro tem ação, movimento. Mas sua aventura é mais com palavras que com atitudes. Buton transformou tudo isso em um thriller.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo bem, tudo bem. Eu sei que é uma leitura. Que assim como eu tenho a minha Alice, o Burton tem a dele. Adaptações nunca são fiéis. Coisa e tal. Essa parte eu entendi, mas também acho legítimo eu querer a minha Alice de volta!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, ora, eu consegui. A irritação foi tant que, no dia seguinte, eu já tinha caído no buraco do Coelho com ela de novo. E isso é Maravilhoso para mim. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-5831891672450106312?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/5831891672450106312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=5831891672450106312&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/5831891672450106312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/5831891672450106312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/04/alice-burton.html' title='ALICE BURTON, por Luciana Bastos Figueiredo'/><author><name>Luciana Bastos Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02377606680623761780</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S9oKdJ65QMI/AAAAAAAAAv0/avA9dtO6SIw/s72-c/alice_in_wonderland_tim_burton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-3513568828985216880</id><published>2010-04-11T15:24:00.000-07:00</published><updated>2010-04-11T15:36:18.288-07:00</updated><title type='text'>DYLAN E INTERNET PARA FUGIR DO VAZIO, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S8JOxzEx1lI/AAAAAAAAAQ4/eMqlHFeIiKE/s1600/famososII.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 228px; DISPLAY: block; HEIGHT: 136px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459012315757270610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S8JOxzEx1lI/AAAAAAAAAQ4/eMqlHFeIiKE/s200/famososII.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O olhar do cinema para o universo adolescente nem sempre tem conseguido transpor a barreira da aparência e captar os matizes mais profundos da subjetividade. O primeiro longa-metragem do diretor Esmir Filho, &lt;em&gt;Os Famosos e os Duendes da Morte&lt;/em&gt;, baseado no livro homônimo de Ismael Canappele, dialoga com &lt;em&gt;Paranoid Park&lt;/em&gt;, de Gus Van Sant, ao expor com sensibilidade a falta de sintonia de uma geração com a realidade palpável em que está inserida, mas da qual não se sente parte de fato.&lt;br /&gt;O protagonista dessa história vive numa pequena colônia alemã enraizada no vale do Rio Taquari desde o século XIX, bem no extremo sul do país. O frio intenso, a rigidez dos costumes e o isolamento enclausuram o adolescente num ambiente claustrofóbico e melancólico, onde o rio convida ao suicídio. Os avós comunicam-se melhor em alemão; a solitária mãe sente-se mais à vontade em conversar com a cachorrinha do que com o próprio filho, um desconhecido para ela; o pai não está mais lá e sua ausência amplia o vazio; o melhor amigo partilha as viagens de fumo, mas não tenciona ir além dos trilhos do trem e tenta encontrar pulsação nas pequenas coisas do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Adotando, no seu blog, o codinome Mr. Tambourine Man, o personagem principal (Henrique Larré totalmente natural no papel) tem uma identidade apenas virtual. Ele se expressa com o auxílio de seu ídolo, o famoso Bob Dylan. E é exatamente aí que o filme se torna universal, falando a linguagem de adolescentes (e de uma parcela de adultos), independentemente do endereço de cada um: a internet abre portas para o mundo, através de orkut, blog, flicker, youtube e os mais variados portais. Possibilita revelar-se, dissimular ou esconder-se tendo como escudo protetor o anonimato.&lt;br /&gt;Através da internet, Mr. Tambourine conecta-se com o mundo perdido da menina “sem pernas”, que pulou para fora desta vida – os vídeos e fotos que aparecem no filme foram feitos pela própria atriz Tuane Eggers. Também pelo blog ele divide suas angústias com um cara que pode representar, quem sabe, a voz do diretor ou um alter-ego. Ali o garoto sinaliza planos de fuga – a ponte pode levar à vida que acena do outro lado da estrada, ou à morte em vida se a opção for permanecer do lado de cá ou ainda à morte real nas águas do rio. Numa outra época Belchior cantou para uma outra geração: “viver é melhor que sonhar”.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S8JOaviLOpI/AAAAAAAAAQw/GCRXne7pGqc/s1600/famosos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459011919669836434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S8JOaviLOpI/AAAAAAAAAQw/GCRXne7pGqc/s200/famosos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Os Famosos e os Duendes da Morte&lt;/em&gt;, premiado em vários festivais, envolve o espectador numa atmosfera sensorial. Quem embarcar na viagem conseguirá perceber as nuances experimentadas pelo diretor e seus parceiros da comunidade local na concepção de arte. Os granulados dos vídeos do youtube, a imaginação fantasmagórica e a sensação visual, quase tátil, de fumar um baseado, a neblina na cidade, as imagens estremecidas da festa junina dos imigrantes – exilados do país de seus ancestrais -, os tons cinzentos da ponte transportam o público para os mundos real e virtual em que transita o protagonista. Tudo embalado pelo folk-rock do artista da terra Nelo Johann. As aparições do personagem interpretado por Canappele, autor do livro e co-roteirista do filme, também são envolvidas por aura de mistério, simbolizando um retorno. É uma obra para ser vista com a mente e os sentidos abertos. As opções estéticas de Esmir Filho dão voz e textura a formas de expressão de uma faixa etária que, contrariando as aparências, busca ser ouvida em sua própria linguagem. Por incrível que pareça, estabelecer contato com duendes poder ser mais fácil do que com a pessoa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-3513568828985216880?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/3513568828985216880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=3513568828985216880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3513568828985216880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3513568828985216880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/04/dylan-e-internet-para-fugir-do-vazio.html' title='DYLAN E INTERNET PARA FUGIR DO VAZIO, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S8JOxzEx1lI/AAAAAAAAAQ4/eMqlHFeIiKE/s72-c/famososII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-1607863614636898701</id><published>2010-04-05T18:07:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:15:30.035-07:00</updated><title type='text'>NO CAMINHO DA FICÇÃO CIENTÍFICA , por Jeff Negromonte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7qLHGQeNmI/AAAAAAAAAQA/y1lOwE1RRyc/s1600/hg_wells.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456826852567823970" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7qLHGQeNmI/AAAAAAAAAQA/y1lOwE1RRyc/s200/hg_wells.jpg" style="float: right; height: 196px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 172px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Essa noite entrei em outra dimensão. E nessa dimensão fui teletransportado para uma sala que continha uma máquina que me levou às mais longínquas fronteiras da ficção científica. Você poderia achar isso absurdo, mas veja, meu amigo, que quando se possui imaginação tudo é possível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sempre há algo que atiça minha imaginação, algo que cutuca com vara curta meus pensamentos. E agora, neste exato momento, assisto a um filme no gênero que mais gosto: Ficção científica. Sei que a muito tempo o radialista Orson Welles causou pavor na população de Nova Iorque interpretando no rádio a história do livro Guerra dos Mundos do escritor H. G. Wells. Naquela época uma boa parte da população acreditou estar mesmo sendo invadida por marcianos. Imagine. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Outro filme que migrou diretamente da literatura para as telas do cinema foi &lt;i&gt;Vinte Mil Léguas Submarinas&lt;/i&gt; de Júlio Verne, expoente lendário da ficção científica que era possuidor de uma visão futurística sensacional, inclusive o nome do submarino da história serviu de inspiração para o primeiro submarino nuclear do mundo, o USS Nautilus. Outros filmes como &lt;i&gt;Da Terra à Lua&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Máquina do Tempo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Homem Invisível&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;A Ilha do Dr. Moreau&lt;/i&gt; também fizeram a linha do gênero quando o cinema engatinhava em preto e branco. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7qKiifrJ_I/AAAAAAAAAP4/n9OJEjsEALk/s1600/guerra+dos+mundos.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456826224492619762" src="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7qKiifrJ_I/AAAAAAAAAP4/n9OJEjsEALk/s200/guerra+dos+mundos.jpg" style="float: right; height: 204px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Tenho convicção que os filmes de ficção científica revelam o estado de espírito de determinada geração diante das descobertas científicas e das novas tecnologias. É assim desde &lt;i&gt;Metrópolis&lt;/i&gt;, filme de 1927, que explorou o horror da escravidão humana pelas elites por meio das linhas de produção e do trabalho mecanizado. Outro caso importante que tenho que mencionar é que nos anos 1930 e 1940 houve, nas telas do cinema, um fascínio com o planeta Marte que fez gerar grandes filmes sobre esse astro. O planeta vermelho foi protagonista no medo da população de acontecer uma invasão espacial que provocaria desta forma a extinção da raça humana e a destruição do planeta Terra. Gargalhe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Assisti muitos filmes de ficção científica e passei a entender que o gênero escava muitas perguntas sobre presente e futuro, construindo uma titânica fonte sobre conhecimento e humanidade. Posso enumerar filmes como &lt;i&gt;Godzilla&lt;/i&gt;, de 1954, que alertava sobre o perigo das armas atômicas. O Planeta Proibido, de 1956, que tematizava sobre a exploração espacial e o avanço da robótica e da cibernética. O famoso &lt;i&gt;2001, Uma Odisséia no Espaço&lt;/i&gt;, de Stanley Kubrick, que mostrava o vilânico computador HAL 9000, que é uma das personificações do que o genial escritor Isaac Asimov chamou de “Complexo de Frankenstein”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Va lá: os filmes evoluíram, ganharam novas possibilidades de enredo, foram somadas novíssimas tecnologias e, desta forma, assistimos outras perspectivas futurísticas. Veja &lt;i&gt;E.T&lt;/i&gt;., &lt;i&gt;Guerra nas Estrelas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Exterminador do Futuro&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Jornada nas Estrelas&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;De Volta para o Futuro&lt;/i&gt;, e o visionário &lt;i&gt;Avatar,&lt;/i&gt; em 3D. Ótimos filmes que unem um enredo e tecnologias que poderiam ser uma faísca para o desenvolvimento de algum pensamento. Creio que com o avançar da tecnologia os cineastas e os escritores do gênero sempre terão em mãos uma fonte interminável de temas e poderão também, claro, como sempre fizeram, especular sobre o futuro. Agora faça silêncio que eu quero terminar de assistir o filme. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Imagens: Guerra dos mundos; H.G. Wells&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-1607863614636898701?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/1607863614636898701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=1607863614636898701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1607863614636898701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1607863614636898701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/04/no-caminho-da-ficcao-cientifica.html' title='NO CAMINHO DA FICÇÃO CIENTÍFICA , por Jeff Negromonte'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7qLHGQeNmI/AAAAAAAAAQA/y1lOwE1RRyc/s72-c/hg_wells.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-687887070616351467</id><published>2010-03-31T17:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:14:05.348-07:00</updated><title type='text'>QUANDO O MEDO INVADE A CENA, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Pq_wvjA8I/AAAAAAAAAPY/aNcrnhhW0Gg/s1600/os+inquilinos.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454961954812789698" src="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Pq_wvjA8I/AAAAAAAAAPY/aNcrnhhW0Gg/s200/os+inquilinos.bmp" style="float: right; height: 132px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A assinatura Sérgio Bianchi fala por si. Crítica social mordaz e uma metralhadora verbal disparando para todos os lados - às vezes acertando o alvo, outras, não - são marcas do diretor. Desde o primeiro filme, Bianchi já disse a que veio e deixou claro que não pretende gastar um segundo sequer da cara película com perfumaria. Nem sempre o resultado de sua produção cinematográfica atinge real contundência, soando em alguns momentos como provocação inconsequente. Mas &lt;i&gt;Os Inquilinos&lt;/i&gt;, seu sexto filme, é impactante: uma obra enxuta, esculpida em cada detalhe por mãos de mestre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Adaptação do conto homônimo de Vagner Geovane Ferrer (escrito como tarefa para o curso de Educação de Jovens e Adultos), o roteiro de Beatriz Bracher e Bianchi coloca no centro da trama um homem comum: o subempregado Valter (Marat Descartes simplesmente perfeito no papel), pai de família que mora com a esposa (Ana Carbatti) e os dois filhos numa vila paulista de classe baixa, encostada na favela. Ele trabalha de dia, sem carteira assinada, e estuda à noite para melhorar de vida. A partir desse personagem o diretor constrói gradativamente uma atmosfera de medo. Não um medo feito de sustos e efeitos especiais. Um medo mais poderoso, embora sutil na aparência. O medo cotidiano, urbano, nascido da impotência, que tem como genitores uma sociedade individualista, onde cada um sabe de si, e um poder público que não cuida do cidadão como deveria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7PsGkT3wPI/AAAAAAAAAPo/f5DsqaX9ahs/s1600/Os+inquilinos+I.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454963171246194930" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7PsGkT3wPI/AAAAAAAAAPo/f5DsqaX9ahs/s200/Os+inquilinos+I.jpg" style="float: left; height: 132px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;“O café é amargo como o que penso da vida ... /A vida é externa, a guerra já começa em nós por dentro. /A paz é uma palavra muito curta para fazer efeito”, dizem os versos de Uma Poesia Nova, do rapper e escritor Ferréz, lidos pela professora (a sempre ótima Cássia Kiss), na sala de aula do supletivo cursado por moradores da região – um espaço educativo sitiado pela violência das ruas. Mesmo não tendo compreendido o sentido do poema, a maior guerra travada por Valter é justamente a interior, que o atormenta desde que se mudaram para a casa ao lado “uns rapazes arruaceiros” (bandidos, pervertidos, homicidas?). Sem optar pelo maniqueísmo, simplista, Bianchi a um só tempo questiona a passividade das pessoas comuns, que se sujeitam à opressão sem reagir organizadamente, e também o comportamento dos excluídos. Estes, de certa forma, se recusam a integrar o status quo, mas não canalizam o seu inconformismo com vistas à transformação social; acabando por se converterem em marginais ou líderes de poderes paralelos, como o “Partido”, que manda na favela e adjacências, impondo as suas leis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;À medida que cresce o medo germinado na alma de Valter, e alimentado pela cobrança por parte da mulher de uma tomada de posição, as paredes da casa vão ruindo, tijolo por tijolo. A casa, enquanto propriedade privada, refúgio seguro, reino pessoal, familiar, afetivo, em oposição&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Pry0s1hDI/AAAAAAAAAPg/MK6INlmCRgg/s1600/Os+inquilinos+I.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; à rua – violenta e de domínio público – perde simbolicamente os seus limites. O perigo (imaginário ou concreto) aproxima-se, quase expulsando a família. Valter, no íntimo, pergunta a si mesmo se é justo ter que fugir, abandonar a casa, construída quando criança junto com o pai e as irmãs, o lar de sua família. Mas, ele sente que os muros não mais o protegem. Não adianta soltar o cachorro, demarcar o território fazendo xixi nos canteiros, chamar a polícia, queixar-se com os amigos. O emprego também não lhe oferece segurança nem aumenta sua autoestima – é apenas mais um explorado. No colégio não encontra respostas para suas dúvidas. Como diagnosticou o personagem de Caio Blat, a escola não dá conta da realidade lá fora. Muito menos do vazio existencial atordoado por tiros. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Ps2heZu-I/AAAAAAAAAPw/1BZDCWfd0gQ/s1600/inquilinos_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454963995118779362" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Ps2heZu-I/AAAAAAAAAPw/1BZDCWfd0gQ/s200/inquilinos_3.jpg" style="float: right; height: 122px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 196px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A câmera de Sérgio Bianchi, apoiada pela forte trilha sonora, libera asas à imaginação paranóica do personagem. Valter, como tantos brasileiros, não é sujeito da própria história, apenas passa pela vida, tenta sobreviver. Com a chegada dos vizinhos, sua postura continua a ser passiva: ele observa. Observa pela janela. Iara, sua mulher, uma anacrônica (e insatisfeita?) dona de casa, também observa. Ela olha, fuma, reclama do incômodo causado pelos rapazes, volta a olhar, fuma, insinua, acende mais um cigarro e ... cobra do marido uma atitude de “homem”. (Muito boa a cena em que ele cruza o portão da casa ao lado e a câmera mostra a mulher na janela com uma expressão prazerosa no rosto, invertendo-se o foco do olhar). Tomado pelo medo, pela negação à violência e mesmo pelo cansaço de noites insones, cansaço da vida, Valter sente-se diminuído em sua masculinidade e imagina. Imagina a mulher sendo tocada pelos jovens viris, imagina a filha como vítima de pedofilia, imagina o seu cachorro pulando o muro. A sensação visual nos conduz a uma tragédia anunciada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em um determinado ponto do filme, o vizinho (Umberto Magnani), que teve uma parte de sua casa, pertencente à ex-mulher, alugada a contragosto para os inquilinos indesejados, desabafa: “a vida inteira morei aqui e agora não sei mais quem é meu amigo”. Também acuado, o personagem traduz bem a postura do “salve-se quem puder”. Os vizinhos de vida “normal” oscilam entre a reprovação verbal ao que veem, a indiferença e a aceitação submissa de ajuda vinda das facções detentoras do poder na favela. “A diferença dos medíocres é que eles sabem capitalizar no caos”, diz o poema de Ferréz, e acrescenta: “A poesia poderia ser uma solução para a insanidade”. Nesse sentido, o cinema também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Com &lt;i&gt;Os Inquilinos&lt;/i&gt; Bianchi leva às telas, sem medo, um tema de grande complexidade. Ao final da sessão o espectador sai perplexo, com mais perguntas na cabeça do que respostas. Resta pelo menos a certeza de que a arte cumpriu o papel de repensar a realidade e, quem sabe, contribua para transcendê-la, reafirmando o valor essencial da vida, como no poema &lt;i&gt;A Morte do Leiteiro&lt;/i&gt;, de Drummond, também citado no filme: “Da garrafa estilhaçada, /no ladrilho já sereno/ escorre uma coisa espessa/ que é leite, sangue .. não sei./ Por entre objetos confusos,/mal redimidos da noite,/ duas cores se procuram,/ suavemente se tocam,/ amorosamente se enlaçam, /formando um terceiro tom/ a que chamamos aurora”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Texto de Gina Louise&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-687887070616351467?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/687887070616351467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=687887070616351467&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/687887070616351467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/687887070616351467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/03/os-inquilinos-quando-o-medo-invade-casa.html' title='QUANDO O MEDO INVADE A CENA, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S7Pq_wvjA8I/AAAAAAAAAPY/aNcrnhhW0Gg/s72-c/os+inquilinos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7783315787982669135</id><published>2010-03-26T16:12:00.001-07:00</published><updated>2010-04-08T12:15:10.118-07:00</updated><title type='text'>A FERA INTERIOR , por Amanda Orlando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CFI2rg0-bJ0/S61E-9PxxbI/AAAAAAAAADo/aMsGpQQTM3M/s1600/Lon.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453090572198856114" src="http://4.bp.blogspot.com/_CFI2rg0-bJ0/S61E-9PxxbI/AAAAAAAAADo/aMsGpQQTM3M/s320/Lon.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 259px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mês passado, entrou em cartaz em salas de exibição de todo o país &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O lobisomem&lt;/span&gt;, de Joe Johnston, mais conhecido pela direção dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blockbusters &lt;/span&gt;juvenis &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jumanji! &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Querida, encolhi as crianças, &lt;/span&gt;e com as atuações de Anthony Hopkins e Benicio del Toro no papel principal. O filme é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;remake&lt;/span&gt; do clássico de horror da Hammer Filmes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Wolf Man&lt;/span&gt;, de 1941, estrelado por Lon Chaney, que junto com Bela Lugosi e Boris Karloff imortalizou algumas das figuras mais míticas do cinema de terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro desta nova versão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O lobisomem &lt;/span&gt;demorou dois anos para receber o aval da Paramount, que exigiu uma série de alterações e refilmagens ao longo da produção. A grande estrela da película, porém, passa ao largo de seu roteiro, que é de fato simplório e previsível, apesar de ser assinado pelo genial Andrew Kevin Walker, de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seven, os sete crimes capitais&lt;/span&gt;. As interpretações de uma apagado, ainda que respeitável, Anthony Hopkins e de Benicio del Toro, sedutor, embora não muito convincente, também estão longe de serem um chamariz para o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que torna &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O lobisomem &lt;/span&gt;uma obra notável, de um esmero tão profundo que é capaz de comover qualquer fã não apenas de horror, mas, principalmente, da boa literatura vitoriana, é sua ambientação. Todos os elementos caros à época de ouro da narrativa gótica estão lá:  a mansão sombria, isolada e cercada por mistérios imemoriais, o cavaleiro inglês sedutor, reservado, do qual apenas seus inseparáveis cães de caça parecem conhecer os segredos, a donzela virgem, mas destemida, ciganos que lançam maldições e prevêem catástrofes, os manicômios e suas máquinas de tortura em nome da ciência, catacumbas sombrias, a sensualidade insinuada e o pavor sutil que vai crescendo no espectador sempre que a noite cai sobre a tela, revelando sombras e fantasmas que se materializam muito mais como reflexos de nossos próprios medos do que meros estratagemas para causar calafrios em uma platéia já acostumada com agruras muito mais pavorosas do que as retratadas pela ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma época em que todos os filmes de terror se baseiam especialmente em computação gráfica e efeitos especiais, é notável ver como uma boa obra do gênero ainda pode ser realizada dando-se mais ênfase ao clima e a ambietanção do que ao monstro propriamente dito. Claro, os efeitos utilizados durante a transformação do ressentido Lorde Lawrence Talbot em lobo são impressionantes, embora não se mostrem como nenhuma surpresa para um público que já assistiu a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Avatar &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trezentos, &lt;/span&gt;só para citar exemplos recentes. Nada que represente um desafio para as afiadas equipes de efeitos visuais a disposição da indústria cinematográfica americana. Neste caso, todos os louros devem ser merecedidamente oferecidos aos times de pesquisa, figurino e cenografia. Raras vezes uma obra de terror vitoriano foi tão condizente com o período. Tanto que, para mim, fã assumida de tudo que possa se considerar até mesmo vagamente gótico, foi uma tristeza ver o palacete campestre onde se passa a maior parte da trama ser destruído durante o filme. Confesso que lutei contra algumas lágrimas teimosas diante da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O lobisomem &lt;/span&gt;é a prova que um filme de realização problemática pode servir extremamente bem não apenas ao seu público como também à literatura. Depois de assisti-lo, torna-se muito mais fácil vislumbrar certos meandros da rígida, preconceituosa e discrepante sociedade vitoriana e entender porque só eles, meus vitorianos tão góticos, tão estramos e tão queridos, poderiam ter criado a maioria dos conceitos de terror, medo e morte que carregamos conosco até os dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7783315787982669135?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7783315787982669135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7783315787982669135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7783315787982669135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7783315787982669135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/03/fera-interior.html' title='A FERA INTERIOR , por Amanda Orlando'/><author><name>Amanda Orlando</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14877670042815833688</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CFI2rg0-bJ0/S61E-9PxxbI/AAAAAAAAADo/aMsGpQQTM3M/s72-c/Lon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7634978631592012958</id><published>2010-03-24T08:02:00.001-07:00</published><updated>2010-04-08T12:19:56.249-07:00</updated><title type='text'>PARA VER E RELER, por Maria Alice Paes Barretto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S74sThharzI/AAAAAAAAAuo/CskTZMccAcY/s1600/morocco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S74sThharzI/AAAAAAAAAuo/CskTZMccAcY/s320/morocco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-family: courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Na época de seu lançamento, em 1990, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O céu que nos protege&lt;/span&gt;, filme de Bernardo Bertolucci baseado no magnífico livro de Paul Bowles, foi duramente criticado. Primeiro porque os diálogos que eram ditos em árabe - a trama se passa na África do Norte - não foram traduzidos. Segundo, o ritmo lento de certas cenas deixava alguns espectadores impacientes, certamente os mais chegados aos filmes de ação. Como todo filme denso, que deve ser visto e revisto, uma duas, três vezes, para se sentir na carne o mesmo estranhamento que as personagens estão vivendo na tela - ou no texto - se não compreendermos seus mecanismos intrínsecos só poderemos, mesmo, chegar a conclusões precipitadas e ... não gostar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Porque o livro é maravilhoso, o filme é lindo e o clima criado por Bertolucci é perfeito para se sentir todo o vazio, toda a intensidade da busca por si mesmo e pelo outro que se passa na mente e na alma dos protagonistas, toda a difícil, sofrida e árida viagem interior que eles realizam à procura do que, no final, queremos da vida - o amor, a plenitude. Tanto como o livro, o filme consegue mostrar essa incrível busca pelo percurso a ser desvendado para se chegar ao conhecimento interior, tenta entender que tipo de relacionamentos se criam e se desfazem. E é por isso mesmo que acho que ambos - livro e filme - se tornam tão atuais ao falarem das dificuldades da vida de qualquer um de nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A história gira em torno de um casal americano que viaja ao Marrocos sem data para voltar, e como eles próprios afirmam, "como viajantes, não turistas". Os dois vão acompanhados de um amigo, e esperam que a novidade de um país africano e as novas experiências que acreditam que vão encontrar pela frente consigam revigorar um relacionamento de dez anos de um casamento totalmente desgastado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;O filme mostra a louca esperança dessas pessoas para conseguir recosturar e recompor esse relacionamento complicado, marcado por incompreensões, incomunicabilidades, pela falta de diálogos e pela impossibilidade da tradução de diálogos quando cada um fala a sua própria língua, quando cada um se fecha em seu próprio ego. A sensação que nos passam os personagens é a mesma do espectador diante da não tradução do árabe - ninguém se entende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O céu que nos protege &lt;/span&gt;não é um livro simples, nem mesmo o filme. Tudo nele é intenso. Para melhor entendê-lo é preciso vê-lo mais de uma vez, pois Bertolucci imprime o ritmo lento à trama para que, no fundo, tenha tudo a ver não só com o momento por que passam os personagens quanto pelo clima árido do Saara. Aliás, o filme apresenta uma fotografia belíssima, que capta de forma muito bonita as belezas naturais do deserto. Eu adoro - o filme e o livro. Por isso, apesar de terem sido lançados há tanto tempo, acho que valem a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7634978631592012958?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7634978631592012958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7634978631592012958&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7634978631592012958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7634978631592012958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/03/para-ver-e-rever-ler-e-reler.html' title='PARA VER E RELER, por Maria Alice Paes Barretto'/><author><name>Maria Alice Paes Barretto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02725949360307924246</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_TK-WuYyYoms/SjGR6o8L5rI/AAAAAAAAAB0/uPOwODrlaHY/S220/S7307482.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/S74sThharzI/AAAAAAAAAuo/CskTZMccAcY/s72-c/morocco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7200884207972072058</id><published>2010-03-16T18:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:23:50.449-07:00</updated><title type='text'>NO COMPASSO IRRESISTÍVEL DE UM CRIME, por Jeff Negromonte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S6AyUsT4MEI/AAAAAAAAAOA/SE9GCB_4fMk/s1600-h/el+secreto.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449410880191606850" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S6AyUsT4MEI/AAAAAAAAAOA/SE9GCB_4fMk/s320/el+secreto.jpg" style="float: right; height: 170px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 230px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Dança tango? Bem, se dança ou não dança, lhe convido para dançar. E 1, 2, 3 gira... 1, 2, 3 gira... Estamos bailando agora um minucioso tango argentino, não uma dança qualquer. E há drama no ritmo charmoso e agressivo. Drama. Uma palavra que por si só já incomoda, provoca artérias e corações. Sou dramático, meu caro leitor. Matei meu pai e casei com minha mãe, depois furei meus olhos e saí errante pelo mundo carregando uma tonelada de culpa. Convenhamos que um bom drama faz a gente sentir na pele o sofrimento do personagem, convenhamos que uma boa música disseca nossos pensamentos como um bisturi corta carne e faz isso com precisão elaborando um momento-chave que pode durar a dança inteira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Assim vamos dançando, percorrendo o compasso com uma rosa vermelha como sangue na boca enquanto assistimos o grandioso show que é &lt;i&gt;O segredo dos seus olhos&lt;/i&gt;, filme do argentino Juan José Campanella, vencedor do Oscar de filme estrangeiro deste ano. Os passos são bem engendrados, feitos com um autocontrole magnífico: 1, 2, 3 gira... 1, 2, 3 gira... O manejo hábil das pernas é totalmente triste e intensamente gracioso, natural e eficaz. Assim giramos em torno de um crime não resolvido, de uma moça recém-casada que é estuprada e morta no ano de 1974 e sentimos uma paixão mal resolvida, uma ordenação de idéias que é baseada no romance &lt;i&gt;La pregunta de sus ojos&lt;/i&gt;, de Eduardo Sancheri, escritor que também ajudou na adaptação e que deu alguns palpites em certos momentos da filmagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Sentimos o cheiro do perfume envolvendo mistérios que se cruzam num espetáculo enquanto avistamos o perito, Benjamin Espósito, examinando um álbum de fotografias até se intrigar com o olhar intenso que um rapaz dirige para a moça assassinada. E continuamos a dançar a tragédia, até que 25 anos se passam e esse mesmo perito, agora aposentado, resolve escrever um romance sobre esse crime oprimindo mais o ritmo e acalentando mais o suspense. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Desta forma seguimos cruzando pernas, focalizando olhares, consumindo uma dor ilimitada que opta uma artesania cristalizada cujo cerne provoca uma paixão irresistível por cenas que possuem belíssimos enquadramentos, valorosas seqüências e invadem consciências deslizando uma harmonia que hipnotiza nossos próprios olhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;i&gt;O segredo dos seus olhos&lt;/i&gt; é uma dança que seduz, um drama que ataca, um suspense que adquire um compasso inteligente e isso, toda essa mistura bem medida, é que faz o sucesso do filme. Por isso há uma escala mais humana em todo roteiro que compõe e redimensiona parte da historia argentina assim como a forma comum de escrever romances policiais. Vamos, continue a dançar, sinta a melodia, deslize pelo chão vendo Benjamin Espósito ser o protagonista do romance que quer escrever, vendo sua realidade se misturar com a realidade do romance e com nossa própria realidade, deslize, leitor, pela dança. Eu te amei e padeci na tragédia Eu te amei e tu me abandonaste. Não me deixe, meu amor. Não, não, me faça sofrer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7200884207972072058?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7200884207972072058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7200884207972072058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7200884207972072058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7200884207972072058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/03/no-compasso-irresistivel-de-um-crime.html' title='NO COMPASSO IRRESISTÍVEL DE UM CRIME, por Jeff Negromonte'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S6AyUsT4MEI/AAAAAAAAAOA/SE9GCB_4fMk/s72-c/el+secreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-1791997340450345099</id><published>2010-03-15T18:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:24:12.960-07:00</updated><title type='text'>BOA SAFRA DE ROTEIROS ADAPTADOS, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Boa parte dos filmes que receberam algum tipo de indicação ao Oscar 2010 nasceu de adaptações de romances, contos, relatos. Alguns ficaram aquém da obra original, outros a superaram. Tecerei a seguir breves comentários sobre três filmes que merecem, a meu ver, especial atenção por parte do público e ainda se encontram em cartaz no país. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57lPXiv1qI/AAAAAAAAANo/GlvT3qfPFJA/s1600-h/el+secreto+de+sus+ojos.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449044651345434274" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57lPXiv1qI/AAAAAAAAANo/GlvT3qfPFJA/s320/el+secreto+de+sus+ojos.jpg" style="float: right; height: 158px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 237px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Segredo dos seus Olhos – &lt;/b&gt;Premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro, essa película argentina desbancou dois favoritos dos críticos: o perturbador &lt;i&gt;A Fita Branca&lt;/i&gt;, de Michael Haneke, e &lt;i&gt;Um Profeta&lt;/i&gt;, obra irretocável de Jacques Audiard. O diretor Juan José Campanella, já conhecido em solo, ou melhor dizendo, em salas brasileiras por &lt;i&gt;O Filho da Noiva&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Clube da Lua&lt;/i&gt;, ao adaptar o romance não muito prestigiado de Eduardo Sacheri, consegue com competência fazer um bom thriller policial e, ao mesmo tempo, falar de vazio existencial, amor irrealizado, solidão e do tempo perdido, irrecuperável, quando se vive do passado. Denuncia também a injustiça e as barreiras sociais em uma Argentina autoritária e truculenta sob o governo de Isabel Péron.&lt;br /&gt;Com extremo rigor estético, a obra apresenta-se impecável, seja no trabalho de câmera - com destaque para uma tomada magnífica, que cria a ilusão de um plano-sequência, iniciado com a vista aérea do estádio de futebol e fechando no rosto do suposto assassino capturado -, seja na escolha das locações, trilha sonora e direção de atores. Ricardo Darín sempre me emociona muito e sua atuação nesse filme é soberba, na pele de Benjamín Espósito, funcionário do Tribunal Penal obcecado por um caso de homicídio passional, não resolvido, e pelo amor, não declarado, por sua superior Irene Hastings (Soledad Villamil, contida como requer a personagem). Também excelente o desempenho de Guillermo Francella, que transita com segurança do cômico ao dramático. O roteiro nos proporciona, de forma inteligente, o entrelaçamento de duas histórias de amor. E tem como grande mérito deixar “o caso” em aberto. Um fascinante exercício de conhecimento da alma humana cujas janelas são os olhos. &lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57l6Bbut3I/AAAAAAAAANw/cUO12iGr7rI/s1600-h/Precious.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449045384144795506" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57l6Bbut3I/AAAAAAAAANw/cUO12iGr7rI/s320/Precious.jpg" style="float: left; height: 136px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 221px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preciosa –&lt;/b&gt; Infelizmente não é exagerada toda a carga de sofrimento depositada sobre a personagem Claireece “Precious” Jones, interpretada com garra pela estreante Gabourey Sibide, que concorreu ao Oscar de melhor atriz ao lado de uma Meryl Streep e Helen Mirren. Quem foi assistente social no Harlem como Sapphire, autora do livro que deu origem ao filme, sabe disso. E nem precisamos ir tão longe: basta darmos um giro pelas periferias dos grandes centros urbanos brasileiros para nos depararmos com garotas preciosas como ela, violentadas, humilhadas, agredidas por quem deveria amá-las e protegê-las. Mas, nem todas conseguem atingir a compreensão do que as oprime e procurar um caminho próprio.&lt;br /&gt;A Preciosa do filme de Lee Daniels somente “passou a existir” depois que encontrou espaço numa escola alternativa, onde foi ouvida e recebeu afeto. Nesse ponto o filme traz à tona uma discussão importante sobre o papel do educador. É comovente a cena em que a jovem analfabeta fala pela primeira vez em sala de aula, estimulada pela professora (Paula Patton), e, indagada sobre como se sente, responde: “Me sinto aqui” (não poderia haver definição melhor). A partir de então vai recuperando paulatinamente a dignidade a ponto de virar as costas para o seu pior pesadelo: a mãe – uma das interpretações femininas mais poderosas dos últimos tempos, que rendeu a Mo’Nique a estatueta como atriz coadjuvante. Apesar da crueza quase documental da abordagem, o filme tem um tratamento estético bacana, quando fragmenta as imagens fortes de agressão e acentua a cor, expressando o terror emocional. A história, embora seja de superação, não tem um final feliz. Redentor, sim, mas não feliz. A luta de Preciosa só estava começando. Sem fantasias.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57mU29MjqI/AAAAAAAAAN4/sF9U0Pu5JP8/s1600-h/a+single+man.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449045845188841122" src="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57mU29MjqI/AAAAAAAAAN4/sF9U0Pu5JP8/s320/a+single+man.jpg" style="float: left; height: 143px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 229px;" /&gt;&lt;/a&gt;Direito de Amar (A single man) -&lt;/b&gt; O título original traz um interessante jogo de sentidos (homem singular/homem solteiro) que se perde na despropositada versão brasileira. Saí do filme com muita vontade de ler o livro de Christopher Isherwood, porque achei o texto muito bom - o discurso do professor George Falconer (Colin Firth) em sala de aula, sobre o medo, já vale a ida ao cinema e permanece incrivelmente atual, mudando-se apenas as motivações. A história data o início da década de 60, quando Cuba e a ideologia comunista representavam o maior temor dos norte-americanos.&lt;br /&gt;O designer de moda Tom Ford, em seu primeiro filme, conseguiu o grande mérito de personificar, digamos assim, o niilismo. E o fez com estilo. A fotografia de Eduard Grau pinta com cores vivas o mundo plasticamente perfeito que cerca o personagem e torna-se quase monocromática no seu universo pessoal, intimista. A perfeição exterior se contrasta com uma alma ruída, esfacelada, que busca dar fim a um corpo que é apenas invólucro sem desejo de vida. A belíssima trilha sonora de Abel Korzeniowski traduz em música um estado de alma e o distanciamento desta em relação às vidas alheias, que "passam" em outro ritmo. Tampouco foi aleatória a escolha de uma casa "de vidro" para o personagem.&lt;br /&gt;Memorável a interpretação de Colin Firth, indicado merecidamente ao Oscar de melhor ator. Chega a doer na gente a cena em que ele recebe, contidamente, a pior notícia da sua vida: a morte do companheiro. Uma perda desestabilizadora, irrecuperável. Firth compõe com sutileza os traços indicadores de um relacionamento de amor e poder, onde transparece a sua suposta "superioridade". E o que dizer de Julianne Moore? Sua Charley parece ter saído das páginas de uma revista de moda da época, para tomar um porre existencial e tentar esquecer as desilusões. A maioria dos personagens, inclusive os mais jovens, dança uma espécie de dança da solidão. E no final a chama da vida se reacende por muito pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-1791997340450345099?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/1791997340450345099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=1791997340450345099&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1791997340450345099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/1791997340450345099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/03/oscar-2010-revela-boa-safra-de-roteiros.html' title='BOA SAFRA DE ROTEIROS ADAPTADOS, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S57lPXiv1qI/AAAAAAAAANo/GlvT3qfPFJA/s72-c/el+secreto+de+sus+ojos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-4380251377802980105</id><published>2010-02-02T16:40:00.000-08:00</published><updated>2010-04-08T12:24:30.380-07:00</updated><title type='text'>SAUDADE, O MEU REMÉDIO É CANTAR, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S2jHeTjJjkI/AAAAAAAAAKk/BuZGcO2cp40/s1600-h/engarrafava.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433812273880206914" src="http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S2jHeTjJjkI/AAAAAAAAAKk/BuZGcO2cp40/s320/engarrafava.jpg" style="display: block; height: 109px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Já aconteceu a alguém sentir saudade de um filme assim que acabou de assisti-lo? Imagino que sim. Foi como me senti quando apareceram os créditos finais de &lt;i&gt;O homem que engarrafava nuvens&lt;/i&gt;, de Lírio Ferreira. Então imitei meus sobrinhos pequenos e, antes mesmo de sair do cinema, pedi para o meu marido: bem, compra o dvd pra mim no dia que chegar! E saí da sala cantarolando os baiões que povoaram a minha infância e animaram os forrós da juventude. “Saudade, o meu remédio é cantar”.&lt;br /&gt;Embarquei com Denise Dummont na viagem de volta ao passado e à cidade natal do pai em busca de compreensão. Acho que foi Artur da Távola que disse um dia que todo compreender é afetivo. O trajeto da filha reconstruindo a memória do pai, como ser humano com qualidades e defeitos, nasceu de uma profunda e urgente inquietação de compreendê-lo, mais até do que conhecê-lo em todas as suas facetas.&lt;br /&gt;Trilhei com ela um caminho de volta à casa da minha infância. Ao contrário do que atestou boa parte do público, o nome Humberto Teixeira sempre me foi familiar, graças a meu pai, que além de vasta cultura musical possui uma admirável coleção de discos. Cresci ouvindo boa música e me lembro de chorar na cama toda vez que, tarde da noite, soava na antiga vitrola: “ Mas Assum Preto, cego dos olhos/ não vendo a luz, ai, canta de dor”. Até hoje meus olhos ficam marejados quando escuto esta música, tão triste, e que, por estranhos labirintos da alma, me remete ao sonhador sem nome de Noites Brancas de Dostoiévski: “como posso suportar a escuridão agora que vi a luz?”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S2jITj-2szI/AAAAAAAAAKs/168TPKFEgzs/s1600-h/LuizGonzagaSempre_01.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433813188824445746" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S2jITj-2szI/AAAAAAAAAKs/168TPKFEgzs/s200/LuizGonzagaSempre_01.jpg" style="float: left; height: 172px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Humberto Teixeira, como a sua Asa Branca, “bateu asas do sertão”, mas o sertão nunca saiu do seu coração. Homem letrado e grande letrista, ele deu asas ao ritmo e às dores do nordestino, fazendo as cores da seca em brasa ganhar o mundo em matizes variados. Bonito ver David Byrne encontrando semelhança entre a saga dos retirantes e a história de ruralistas emigrantes lamentada na música country. Quem consegue separar sabedoria e delírio na tese de Raul Seixas, autodefinido como “filho de Luiz Gonzaga e Elvis Presley”, de que o reggae nasceu do baião depois que Bob Marley ouviu um disco de Luiz Gonzaga?&lt;br /&gt;Mas, se o baião ganhou mundo, o coração do seu Doutor ficou enraizado no pé de serra, assim como enraizado no homem ficou o machismo de uma cultura. Estudar, viajar, lutar pelas justas causas não foram o bastante para transformar Humberto Teixeira a ponto de fazê-lo romper com a tradição. Mulheres e filha que o digam. Espalhar o verde dos olhos das amadas na plantação de um nordeste árido, dando vida a um espírito sertanejo não menos ressequido, era seu sonho mais acalentado. Talvez por isso não alcançasse a dimensão do mal que causava a suas companheiras, considerando-se, ele sim, a grande vítima, na vida e nas canções. “Tira o verde desses óios di riba d’eu ... com franqueza só n’um tendo coração/fazê tal judiação/ ocê tá mangando de eu”. (Aqui preciso fazer um parênteses: adorei a cena em que ouvimos a voz do Chico cantando Kalu e a câmera vai percorrendo o estúdio, subindo as escadas, até finalmente ele aparecer com o verde dos seus olhos).&lt;br /&gt;Documentário-tributo bem editado e concebido esteticamente de modo a aliar forma, informação e emoção, &lt;i&gt;O homem que engarrafava nuvens &lt;/i&gt;abre o ano com chave de ouro. Lírio Ferreira quando fala do terreno que lhe é familiar torna-se tanto melhor. Encanta ao mostrar o Ceará e ao fazer ponte com o Rio antigo de tão belas imagens, sons, encontros criativos. Gonzagão e Teixeira, o baião e o cinema, compositores e musas, a cadência do nordeste e a bossa nova. E a síntese fica a cargo de Gilberto Gil, que teoriza com propriedade sobre o fenômeno musical brasileiro: “existem duas grandes dinastias na música brasileira - a do samba e a do baião”.&lt;br /&gt;Fico feliz de estar quase de malas prontas para dar um abraço pessoalmente na Paraíba, pequenina. E adjacências. Na bagagem vai a lembrança de Sivuca, em um instante de sublime beleza, dizendo que o acordeão, instrumento que tocava há 63 anos, fazia parte do seu próprio corpo. E a emocionante interpretação de Gal Costa para Adeus Maria Fulô. Cantando vou: “Oh, que estrada mais comprida/ oh, que légua tão tirana/ ai, se eu tivesse asa / inda hoje eu via Ana”. Não conheço nenhuma Ana por lá, mas quem sabe Deus me ajude a encontrar pelo caminho belas nuvens e me dê o dom de engarrafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-4380251377802980105?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/4380251377802980105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=4380251377802980105&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/4380251377802980105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/4380251377802980105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2010/02/o-homem-que-engarrafava-nuvens.html' title='SAUDADE, O MEU REMÉDIO É CANTAR, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/S2jHeTjJjkI/AAAAAAAAAKk/BuZGcO2cp40/s72-c/engarrafava.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-706541001744780154</id><published>2009-11-26T00:12:00.000-08:00</published><updated>2010-04-08T12:24:49.363-07:00</updated><title type='text'>O PALCO DA SUBVERSÃO, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/SxHdjBDsdpI/AAAAAAAAAGs/GpHvZOJqGW8/s1600/basterds4.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409348221097768594" src="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/SxHdjBDsdpI/AAAAAAAAAGs/GpHvZOJqGW8/s200/basterds4.jpg" style="display: block; height: 221px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 240px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;Quentin Tarantino disse certa vez numa entrevista que uma das coisas que mais gosta de fazer no cinema é “tornar engraçado algo que em geral não é”, porque, se o espectador ri de uma coisa muito estranha que encenou, ele se torna seu cúmplice. A partir de &lt;i&gt;Cães de Aluguel&lt;/i&gt;, este diretor-cinéfilo vem conquistando a cumplicidade de um expressivo público ao misturar humor e violência, numa “levada” pop que cultua a sétima arte.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sw47f5PTFyI/AAAAAAAAAGE/CAwqc0nr7Kw/s1600/inglouriosbasterds_new+poster2.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408325621645514530" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sw47f5PTFyI/AAAAAAAAAGE/CAwqc0nr7Kw/s200/inglouriosbasterds_new+poster2.jpg" style="float: right; height: 258px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 171px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Em &lt;i&gt;Bastardos Inglórios&lt;/i&gt; &lt;b&gt;-&lt;/b&gt; cujo roteiro original foi publicado pela editora Manole (selo Amarilys), com tradução caprichada de Anna Lim -, ele nos faz, no entanto, cúmplices de uma coisa muito maior: a subversão da História. E o palco para esse grande épico, que tem como personagem principal a Vingança, só poderia ser o cinema. No cinema tudo é permitido e tudo é possível. Desde que Godard ousou içar ao vento a bandeira da liberdade. Ou, bem antes ainda, quando o vagabundo Carlitos falou &lt;i&gt;smile &lt;/i&gt;num filme mudo e todo mundo ouviu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: georgia; line-height: 115%;"&gt;Há muito tempo o cinema não proporciona uma catarse tão magnífica assim. A crueldade e selvageria da Segunda Guerra Mundial são desnudadas no filme sem que haja necessidade de uma abordagem fiel aos fatos históricos. A essência da guerra está ali: a afirmação do poder através da brutalidade; a loucura sob a armadura do discurso lógico, científico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;A utilização de clichês e estereótipos nunca foi tão apropriada para a composição dos personagens: americanos truculentos e limitados intelectualmente; nazistas empertigados arrotando superioridade; cúpula de poder autoritária, narcisista e insana; ingleses sempre educados; francesa charmosa com ar blasé. Clichês que se autodestróem no campo minado. Quem, afinal, são os heróis, os vilões e as mocinhas numa estética da desconstrução?&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: georgia; line-height: 115%;"&gt;Iniciando o filme com uma sequência belíssima a la John Ford e Sergio Leone, Tarantino dá vazão mais uma vez ao sangue italiano que lhe corre nas veias, reverenciando Enzo Castellari (e outros nomes do western-spaghetti), para recriar com muita originalidade Os &lt;i&gt;Doze Condenados&lt;/i&gt;, clássico de Robert Aldrich. Em poucos minutos, a calma e harmonia plástica das primeiras imagens cedem lugar à violência, personificada em dois polos antagônicos e complementares, como duas faces da mesma moeda. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: georgia; line-height: 115%;"&gt;De um lado da trincheira, Hans Landa, o cínico coronel nazista conhecido como “Caçador de Judeus”, encarnado magistralmente por Christoph Waltz, perfeito em cada gesto, cada olhar, e no domínio cênico de diversos idiomas. De outro, Aldo Raine (Aldo Ray + Jonh Wayne), líder dos Bastardos, grupo de judeus que faz justiça com as próprias mãos, interpretado por Brad Pitt – hilário na cena em que finge ser um diretor de cinema italiano, com visual de Don Corleone (&lt;i&gt;O Poderoso Chefão&lt;/i&gt;). Raine, chamado de “O Apache”, talha sua marca nas vítimas/algozes, evocando personagens indígenas - reais e fictícios (aqui Tarantino, de quebra, “vinga” seus ascendentes maternos, elevando a “herói-justiceiro” uma representação do índio, historicamente massacrado pelos brancos americanos, na vida e nos faroestes). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: georgia; line-height: 115%;"&gt;E o que dizer dos diálogos de Tarantino? Continuam afiadíssimos e valeriam um capítulo à parte. Duas cenas, altamente teatrais, merecem destaque: aquela em que Hans Landa convence o fazendeiro a delatar os judeus que protegia (Waltz brilha ao deixar fluir a retórica de persuasão) e a da taberna, quando o oficial alemão desmascara o espião inglês - um crítico de cinema que se junta aos Bastardos, auxiliado por uma atriz alemã, vivida por Diane Kruger, para colocar em prática a operação Kino, que visa acabar com o Terceiro Reich. Todos os atores estão muito bem dirigidos e o duelo verbal tem maior impacto que os escalpos e todo o sangue jorrado nas duas horas e meia de película. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="font-family: georgia; line-height: 115%;"&gt;Fiel à sua grande paixão, Tarantino converge o desenrolar da trama para o espaço de um cinema em Paris – como disse um personagem de Rubem Fonseca: “Paris é o melhor lugar do mundo para se ir ao cinema”. E, mesmo numa Paris ocupada durante a guerra, o cinema administrado pela judia Soshanna (Mélanie Laurent), que após sobreviver à chacina da família adota a identidade de Emmanuele Mimieux, numa alusão à atriz dos anos 60 Yvette Mimieux, não perde o glamour. Filmes de Clouzot, Ulmer, Pabst iluminam a programação. Até mesmo o monstruoso primeiro escalão nazista utiliza do cinema como veículo de propaganda ideológica e combustível para sua vaidade pessoal. E é na sala escura que o gran finale, apoteótico, acontece. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="MsoNormal" style="margin: 0in 0in 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;Não dá para piscar um minuto neste filme. &lt;i&gt;Bastardos Inglórios&lt;/i&gt;, ao homenagear a arte cinematográfica, consegue enaltecê-la e resgatar-lhe o seu sentido maior: a liberdade. Liberdade para recriar a História e as histórias. Liberdade para se apropriar de personagens, trilhas sonoras, ideias e cenas de filmes alheios, remixando-os deliciosamente. Liberdade para brincar com os clichês, para inverter a posição das peças num xeque-mate improvável, que faz vibrar na poltrona. Cinema enquanto realidade e ilusão, juntas, inseparáveis. Cinema como palco de subversão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-706541001744780154?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/706541001744780154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=706541001744780154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/706541001744780154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/706541001744780154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/11/bastardos-inglorios-cinema-como-palco.html' title='O PALCO DA SUBVERSÃO, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/SxHdjBDsdpI/AAAAAAAAAGs/GpHvZOJqGW8/s72-c/basterds4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-105075337101059475</id><published>2009-11-20T21:50:00.000-08:00</published><updated>2010-04-08T12:27:02.673-07:00</updated><title type='text'>CORONEL HANS LANDA &amp; AUGUSTE DUPIN, por Eugenia Ribas-Vieira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/SweD8aKLT4I/AAAAAAAAAWk/RHub5DfnbNg/s1600/landa.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406434951518965634" src="http://2.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/SweD8aKLT4I/AAAAAAAAAWk/RHub5DfnbNg/s200/landa.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 121px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;Ao saír da sessão de &lt;i&gt;Bastardos e Inglórios&lt;/i&gt;, novo filme do Tarantino, fixa-se, sem dar trégua, a figura do Coronel Hans Landa, o Caçador de Judeus. Mas não só a atuação de Christoph Waltz é a responsável por tal fascínio espontâneo. É sua inteligência, sem dúvida, uma das causas; digo mais, seu método.&lt;br /&gt;Desde a primeira cena do filme, em que Landa calmamente percebe a família judaica debaixo do assoalho, fica a máxima: pensar como o opositor. Muitos dos agentes falham porque nem avaliam o intelecto que se lhes opõe. Este foi o gatilho disparado em direção ao monsieur Auguste Dupin, de Edgar Alan Poe.&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;A carta roubada &lt;/i&gt;, Poe desmembra o raciocínio do detetive, e consegue analisar sua intuição por um filtro de cálculos cartesianos. Dupin apresenta a habilidade de fazer do que é próprio do humano, um esquema matemático. Com isso, não existem erros de cálculos – deu-lhe por achar a carta, é claro, simplesmente atirada sobre o porta-cartões.&lt;br /&gt;Da mesma forma, o Hans Landa de Tarantino sabe, desde o momento que entra na casa da primeira cena, que a família vizinha não teria a habilidade para fugir para a Espanha. Era muito mais simples; a capacidade humana é muito mais simples: estariam escondidos onde mais se esperaria. Hans Landa explica ao francês, como o faz a todos que encontra, que apenas pensa como um judeu, que em situação de desepero foge de qualquer maneira, e por isso, sempre consegue encontrá-lo. Lembro agora que o mesmo faz o instrutor do FBI para descobrir o que faria Hannibal Lecter, em &lt;i&gt;Silêncio dos Inocentes&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pensar como o opositor – a identificação do intelecto do raciocinador com o do seu oponente&lt;/i&gt;, escreve Poe.&lt;br /&gt;O que me surpreendeu no detetive de Tarantino, no entanto, é que Hans Landa não tem uma ética a seguir. Esta crítica pode ser considerada maniqueísta –  e de forma alguma gostaria de ver este desenho levado ou ao bem ou ao mal. Minha frustração – agora explico – foi ver uma personalidade tão afiada e perspicaz, sem um objetivo maior. Hans Landa mostra-se, quando lhe é oportuno, não atrelado à SS (a milícia nazista). Sua perspicácia também é usada para o próprio benefício.&lt;br /&gt;O que de início era uma crítica, no entanto, agora quer ser algo mais espetacular. Minha conclusão é de que Hans Landa de Tarantino é o primeiro detetive que ultrapassa o Dupin de Poe (claro que Poe tem seus méritos pelo pioneirismo).  Hans Landa consegue surpreender o próprio espectador. Se fossemos reescrever &lt;i&gt;A carta roubada &lt;/i&gt;à moda de Tarantino, Dupin, ao final, não devolveria o verdadeiro documento ao monsieur G., comissário de polícia. Ele forjaria uma carta, usaria de sua credibilidade para que fosse confiável, e ficaria com os méritos do herói, devolvendo ele próprio a carta à polícia. Dupin, com esta ação, deixaria inclusive o leitor com cara de bobo, assim como eu, ao sair da sessão de Tarantino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-105075337101059475?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/105075337101059475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=105075337101059475&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/105075337101059475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/105075337101059475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/11/coronel-hans-landa-c-auguste-dupin.html' title='CORONEL HANS LANDA &amp; AUGUSTE DUPIN, por Eugenia Ribas-Vieira'/><author><name>Eugenia Ribas Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10264897647662217020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aPiWfXw9EbA/TsIqH4uzimI/AAAAAAAAAtY/xG6bf_4anXQ/s220/black%2Bcoat.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/SweD8aKLT4I/AAAAAAAAAWk/RHub5DfnbNg/s72-c/landa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7717276153737842894</id><published>2009-11-14T20:21:00.000-08:00</published><updated>2010-04-08T12:23:06.697-07:00</updated><title type='text'>A CULPA EM TRÊS TEMPOS, por Gina Louise</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-ExEIQ2HI/AAAAAAAAAFk/fvmHB0E9W_o/s1600-h/Paranoid+Park.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404184056324741234" src="http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-ExEIQ2HI/AAAAAAAAAFk/fvmHB0E9W_o/s200/Paranoid+Park.jpg" style="float: right; height: 200px; margin: 0px 0px 10px 10px; width: 152px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-EZWElYuI/AAAAAAAAAFc/LhbXUhV5uS0/s1600-h/desejo+e+re..jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404183648824287970" src="http://4.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-EZWElYuI/AAAAAAAAAFc/LhbXUhV5uS0/s200/desejo+e+re..jpg" style="float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 152px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-DUptzzNI/AAAAAAAAAFM/XXxh5WYIDLk/s1600-h/cacador-de-pipas05.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404182468686499026" src="http://3.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-DUptzzNI/AAAAAAAAAFM/XXxh5WYIDLk/s200/cacador-de-pipas05.jpg" style="display: block; height: 133px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diálogo entre literatura e cinema nunca fugiu a temas complexos, que afligem o ser humano seja qual for o tempo e espaço em que esteja inserido. Culpa, medo, desejo, inveja povoam de forma recorrente o universo de personagens que ganham corpo ao sair do papel para a tela. Numa breve análise de três filmes, que entraram em cartaz quase simultaneamente no Brasil em 2008, vale destacar que um ponto em comum norteia essas obras adaptadas de textos literários. Cada uma , à sua maneira, elas falam de culpa e superação.&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;Desejo e Reparação&lt;/i&gt;, de Joe Wright, adaptação do romance de Ian McEwan, a menina Briony desperdiça toda a sua juventude na tentativa de expiar a culpa por um ato praticado, quando tinha 13 anos, que desgraçou a vida da irmã e de seu grande amor. Tudo o que faz, no entanto, é em vão, porque não se pode apagar o passado e, na história em questão, nem tampouco há uma chance de redenção no presente. Ou será que há? No desfecho do filme, Vanessa Redgrave (interpretando a personagem no final de sua vida) vislumbra com o azul de seus olhos, em atuação ímpar, a passagem para a libertação de tamanha culpa. Como dito em um diálogo de &lt;i&gt;O Caçador de Pipas&lt;/i&gt;, “há um jeito de ser bom de novo”. A então escritora Briony encontrou essa fórmula quando, em um ato de “bondade”, concedeu aos amantes a felicidade, eterna. A literatura a redimiu.&lt;br /&gt;Para Amir, personagem de &lt;i&gt;O Caçador de Pipas&lt;/i&gt;, o caminho em busca de paz interior também foi tortuoso. Assim como Briony, Amir prejudicou irreversivelmente seu leal amigo de infância, o bom e generoso Hassan. No livro de Khaled Hosseini, a baixa auto-estima de Amir, fator determinante para a fraqueza de caráter do personagem, fica mais evidente do que no filme de Marc Forster, especialmente devido à opção pela narrativa em primeira pessoa. Toda a sua trajetória de retorno ao Afeganistão traduz-se como uma volta simbólica ao passado, à terra natal, à casa paterna, à árvore onde a amizade da infância foi gravada para sempre. Amir não tinha o poder de suprimir do calendário aquele dia fatídico de inverno em que ele se tornou, aos 12 anos, o que é hoje, mas valia a pena tentar uma nova história, fazendo o bem ao filho de Hassan. A vida lhe sorriu através dos lábios de uma criança.&lt;br /&gt;Em &lt;i&gt;Paranoid Park&lt;/i&gt;, filme de Gus Van Sant baseado no livro de Blake Nelson, já se apresenta mais complexa a análise dos sentimentos do adolescente Alex, e resultaria em reducionismo afirmar-se que a culpa seria o predominante. Num primeiro instante, quando se vê atraído para a fatalidade, talvez tenha, intimamente, se sentido culpado pela morte horripilante que acidentalmente causou. Mas, a partir daí, desvencilhar-se de qualquer suspeita, ou seja, da culpabilidade criminal, torna-se imperativo. Em movimentos lentos, acompanhados de uma trilha sonora memorável, o personagem parece por vezes estar ausente do próprio corpo – invólucro vazio que remete ao vazio existencial? Raros momentos no cinema captaram com tanta sensibilidade o desamparo, o medo e a incomunicabilidade de uma geração, para a qual pais, escola e mesmo os amigos não representam referencial algum. Se solidão absoluta é não poder dividir, Alex realizou a única forma possível de catarse: escrever a própria história e queimá-la em seguida. O fogo pode ter abrandado o seu desassossego, mas não purificou a sociedade doentia que o gerou. Essa culpa persiste para além da ficção. E não é do Fidel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7717276153737842894?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7717276153737842894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7717276153737842894&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7717276153737842894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7717276153737842894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/11/culpa-em-tres-tempos-desejo-e-reparacao.html' title='A CULPA EM TRÊS TEMPOS, por Gina Louise'/><author><name>Equipe do Curabula</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00457253394224343844</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LdAb6-Yh5NI/Sv-ExEIQ2HI/AAAAAAAAAFk/fvmHB0E9W_o/s72-c/Paranoid+Park.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-2309131719633206944</id><published>2009-09-18T18:17:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:29:00.264-07:00</updated><title type='text'>INVASORES DE CORPOS, por Vivian Wyler</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQxnRy-p7I/AAAAAAAAAfg/MPsi7PABTD0/s1600-h/nicole+kidman.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQxnRy-p7I/AAAAAAAAAfg/MPsi7PABTD0/s320/nicole+kidman.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwL0M3JGI/AAAAAAAAAeo/QzjVRTTVmdY/s1600-h/ferrara2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwL0M3JGI/AAAAAAAAAeo/QzjVRTTVmdY/s320/ferrara2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwVZen16I/AAAAAAAAAe4/1qVE4QzABHw/s1600-h/invasion_body_snatch.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwVZen16I/AAAAAAAAAe4/1qVE4QzABHw/s320/invasion_body_snatch.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQw8zF4CvI/AAAAAAAAAfY/HrqCaiYnDB0/s1600-h/vagem+de+invasores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQw8zF4CvI/AAAAAAAAAfY/HrqCaiYnDB0/s320/vagem+de+invasores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwu2sbDJI/AAAAAAAAAfI/Bn359N-3xFg/s1600-h/sutherland.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwu2sbDJI/AAAAAAAAAfI/Bn359N-3xFg/s320/sutherland.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwogxxrpI/AAAAAAAAAfA/DyIfPWwrxeA/s1600-h/os-invasores-de-corpos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQwogxxrpI/AAAAAAAAAfA/DyIfPWwrxeA/s320/os-invasores-de-corpos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o livro de Jack Finney, "Invasores de corpos", por acaso. Eu o encontrei na estante da casa da minha sogra, junto à Bíblia, a uma coleção de obras do Stefan Zweig e à biografia de São Francisco escrita por Nikos Kazantzakis, num modorrento verão, há muitos anos. Era um livro estranho num lugar inadequado e por isso, só por isso, comecei a lê-lo.Ficção científica, exceto por Ray Bradbury, não é o gênero com o qual me identifico habitualmente. O suspense inteligente de Finney, no entanto, me prendeu. Uma ficção a um passo do terror psicológico, onde seres vegetais de outras galáxias fabricam, a partir de vagens, clones humanos que têm tudo, exceto o essencial ao humano: o espírito.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque gostei do livro, vi o filme de Don Siegel, de 1956, "Vampiros de almas". Um thriller excelente, em que a descoberta das vagens-casulos é o mais baixo dos pontos altos. Não vi a versão de Philip Kaufman, de 1978, com Donald Sutherland, que todos reputam muito boa. Tampouco vi o abacaxi chamado "A invasão", perpetrado em 2007 por Oliver Hirschbiegel e estrelado por Daniel Craig e Nicole Kidman.Mas vi a impactante versão de 1993, assinada pelo cult Abel Ferrara, e ambientada numa base militar..&lt;br /&gt;O livro de Finney é perturbador e a ideia de seres em tudo iguais a suas matrizes, não fosse a incapacidade de expressar sentimentos, é tão bem colocada que permite reinterpretações e modernizações diversas, sem perda de substância da obra original. &lt;br /&gt;Tudo isso me ocorre enquanto preparo mais blogs&amp;nbsp; que serão, em breve, conectados à nave-mãe Curabula Livroclube.&lt;br /&gt;Tal como uma invasora de corpo eu preparo o blog todinho, cores e formas, diretrizes, e fico esperando, quietinha, o material que dará vida a mais esse blog, feito para tornar a matriz Curabula ainda mais rica e variada. Fico esperando o momento de soprar a essência no que é apenas vagem-casulo. Quando finalmente o blog está pronto para ir ao ar, deixo o leitor olhar nos olhos dele e ver o resultado. Como no livro e nos filmes, se o olhar vibrr de emoção, o: blog é verdadeiro, se parecer assustadoramente vazio, é um clone sem alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-2309131719633206944?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/2309131719633206944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=2309131719633206944&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2309131719633206944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2309131719633206944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/09/invasores-de-corpos.html' title='INVASORES DE CORPOS, por Vivian Wyler'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SrQxnRy-p7I/AAAAAAAAAfg/MPsi7PABTD0/s72-c/nicole+kidman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-6420765594977325851</id><published>2009-09-03T06:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:41:21.079-07:00</updated><title type='text'>A LINGUAGEM LITERÁRIA NO CINEMA, Karin Pey</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_uh5jCQXxy6A/Sp_IHOpUT2I/AAAAAAAAABI/NM-8yClzLww/s1600-h/Teorema++c%C3%83%C2%B3pia.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377236506619694946" src="http://2.bp.blogspot.com/_uh5jCQXxy6A/Sp_IHOpUT2I/AAAAAAAAABI/NM-8yClzLww/s320/Teorema++c%C3%B3pia.jpg" style="float: left; height: 311px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 219px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Chegou-me às mãos a edição mais recente da Revista Teorema, de agosto de 2009. Especializada na crítica e análise de filmes, a edição de numero 14 apresenta alguns textos significativos sobre a transposição da linguagem literária para o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enéas de Souza comemora os 50 anos do filme “Hiroshima, Mon Amour” de Alain Resnais, lembrando que a importância dada à palavra, no roteiro literário da escritora Marguerite Duras, “assegura uma dimensão absolutamente lírica à imagem poética e cinematográfica” do filme. Ao não impor um roteiro mais apropriado para a tela, Resnais promove um forte encontro do cinema com a literatura, e conjuga a palavra com os movimentos das câmeras, neste seu primeiro longa metragem datado de 1959. Marcus Mello, por sua vez, aponta a habilidade do diretor Christophe Honoré ao adaptar a trama do romance “A Princesa de Clèves”, publicado no século XVII, que se materializou no filme “A Bela Junie”. Mas vai além, e narra o endosso dado pelo filme a indignação popular, sobre a opinião do atual presidente francês com relação à obra literária de Madame de Lafayette. Segundo Mello, o filme acabou assumindo um sentido de protesto político, após a afirmação de Nicolas Sarkozy de que o livro era uma obra inútil e ultrapassada. O fato gerou um movimento de defesa a esta obra literária, cujas vendas dispararam no país. No texto crítico sobre o filme “Budapeste”, Felipe Iszlay revela sua certeza sobre a impossibilidade de se adaptar a obra de Chico Buarque para o cinema. No livro, “a linguagem verbal não está a serviço de contar uma história qualquer, mas de contar uma história em que a língua é a personagem principal”. O autor reordena o espaço do romance por meio de jogos de linguagem, trabalhando com a substancialidade das palavras. De acordo com Iszlay, o filme de Walter Carvalho faz uma caricatura mal feita da obsessão do protagonista com a palavra e o universo da língua, produzindo um esvaziamento da narrativa que obrigou a equipe de filmagem a completar as lacunas, com adendos não encontrados no livro. Ao concluir sua análise, diz que houve falta de domínio sobre a linguagem da obra, o que não trouxe vida alguma ao filme. Luiz Bernardo Pericás, por sua vez, deixa claro que o roteirista Peter Buchman não foi feliz ao também se inspirar no livro “Passagens da Guerra Revolucionária-Congo”, de autoria de Che Guevara. Sob a forma de crônicas, a obra narra episódios e reflexões sobre a guerrilha e a luta na África que, de acordo com Pericás, agradam ao leitor. No entanto, o filme bipartido de Steven Soderbergh, “El Argentino” e “El Guerrillero” se apresenta quase como uma colcha de retalhos onde, entre outras falhas, há a omissão de episódios polêmicos e a supressão de personagens importantes, o que não condiz com o espírito revolucionário expresso pela palavra de Guevara no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os críticos acima, nos fazem refletir sobre a importância de se transmitir o real sentido da palavra e da linguagem escritas, enquanto testemunhas e formadoras de emoção, informação, e vida. Cabe, porém, ao leitor-espectador dar o seu próprio aval. Mas, a partir das análises publicadas pela revista, conclui-se que Resnais embasou seu filme com a vida contida na essência da palavra literária de Duras, evitando a transposição para o cinema de uma linguagem órfã de sentido e lirismo. Quanto à “Budapeste”, de Walter Carvalho, este se mostrou incapaz de revelar a natureza da personagem central, ou seja, a palavra na língua e na linguagem. Deste modo, impediu o espectador de refletir sobre as diferentes plásticas adotadas pela linguagem, reveladas pelo livro. O filme de Soderbergh é apenas em parte inspirado na escritura de Che Guevara. Ainda assim, havendo a intenção de transportar seu testemunho para o cinema, é preciso cuidado para não se negligenciar fatos expressos pelo próprio criador de relevantes eventos históricos. Embotar a compreensão da história, impossibilita a reflexão do espectador sobre um conteúdo político-social, que só recentemente tem sido exposto. A hábil adaptação de Christophe Honoré, do livro de Madame de Lafayette, permitiu aos franceses de retomar, para si mesmos, a propriedade sobre a palavra, tanto a literária e cinematográfica como a política. Se o roteiro de Soderbergh decapitou palavras que descrevem eventos e personagens históricos, o filme de Honoré uniu-se a reação popular contra o risco de se limar a importância de uma obra inteira. A população francesa, ao esbravejar em protesto, sobre um livro que não considera ser inútil e ultrapassado, impediu a ruptura do fio condutor das reflexões e das vivências expressas pela palavra, e pela linguagem de um estilo literário renovador, trazidas do século XVII até o século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-6420765594977325851?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/6420765594977325851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=6420765594977325851&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/6420765594977325851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/6420765594977325851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/09/linguagem-literaria-no-cinema-olhares.html' title='A LINGUAGEM LITERÁRIA NO CINEMA, Karin Pey'/><author><name>Karin Pey</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15421699560565542138</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uh5jCQXxy6A/Sp_IHOpUT2I/AAAAAAAAABI/NM-8yClzLww/s72-c/Teorema++c%C3%B3pia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7332884576529371168</id><published>2009-07-22T14:13:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:29:59.976-07:00</updated><title type='text'>SOU UM DELES, por Vivian Wyler</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SmeJ7S_qEDI/AAAAAAAAAN0/QJDCvuHgY2U/s1600-h/200px-FreaksPoster.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361405533211988018" src="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SmeJ7S_qEDI/AAAAAAAAAN0/QJDCvuHgY2U/s320/200px-FreaksPoster.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 307px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A mania começou com uma monografia para o mestrado. A partir do excelente livro "Freaks", de Leslie Fiedler, uma investigação da permanência e infiltração das feiras de aberrações na cultura pop americana, analisar o grotesco humano na cultura brasileira. Valia tudo: literatura, show de travestis, Os Leopardos, programas de televisão. Dos "freaks" filtrados por Fielder, vieram os freaks analisados por Robert Bogdan no ensaio "Freak Show- presenting human oddities for amusement and profit", uma história do circo americano Barnum, começando pelos chamados "sideshows", as barracas que mostravam seres humanos defeituosos transformando-os, com criatividade e perversidade, em seres exóticos vindos de países longínquos ou planetas distantes. &lt;br /&gt;A mãe(eu) passou a mania para a filha. Num mesmo ano, eu a vi descobrir "O homem elefante", de David Lynch, as fotografias de Diane Arbus e o livro "Freaks- aberrações humanas. A coleção Akimitsu Naruyama", publicada pela Livros e Livros, de Portugal. Para a imersão ser completa, no entanto, faltava o über-cult, o filme que cristalizou tudo isso: "Circo dos horrores" ou "A parada de monstros" ou simplesmente "Freaks", o filme de Tod Browning, de 1932, que teve a audácia de, ao invés de usar maquiagem e efeitos duvidosos, convocar para o elenco verdadeiros freaks, artistas já então em decadência, à medida que os shows de aberrações iam sendo engolidos pelos circos propriamente ditos.&lt;br /&gt;O filme é considerado um dos mais assustadores de todos, conhecido por deixar pessoas sem dormir e por ter impressionado Diane Arbus a ponto de faze-la desistir da moda e investir nos seres humanos à margem da estética reinante. Dificilmente terá sido essa,exatamente, a visão de Browning, ele mesmo um artista que nasceu entre as barracas e que faz questão de retratar os normais do seu filme como monstruosos e os supostos monstros como amoráveis.&lt;br /&gt;Familiarizadas com os personagens do filme, minha filha e eu não conseguimos sentir horror algum. É claro que o suspense está lá. O uso impressionante da iluminação e dos efeitos especiais. A maldade tangível. Mas estão lá também os personagens que já conhecíamos de tantos livros. Koo-Koo, a mulher pássaro, as pinheads ou "crianças Astecas" Aurora e Natali, Le-Ola, a mulher que era homem de um lado e mulher do outro, supostamente nascida no Brasil, em 1910; Zelda, a minúscula ( 99cm) sensação da Feira Mundial de Saint-Louis, Jim Milton Malone, o homem Magro, Commodore Nutt, o anão de nome pomposo, como o eram, também o general Tom Thumb e o Conde Primo Magri e, "last but not least" as siamesas encantadoras, Daisy e Violet Hilton. Celebridades de seu tempo, num registro precioso.Uma revista "Caras" do mundo "freak".&lt;br /&gt;"Freaks" merece ser visto. É uma aula de cinema, sobretudo para quem gosta de horror. Mas eu o proponho como parte de um cardápio no qual poderiam ser incluídos, também "Edward Mãos de Tesoura" e "Peixe Grande", de Tim Burton, dois filmes contemporâneos que atestam a permanência do "sideshow" na cultura americana. Ou qualquer David Lynch. Ou "O mágico de Oz", com Judy Garland e vários midgets arrebanhados para celebrar a morte da Bruxa Má do Oeste. De quebra, para substanciar a seleção cinematográfica, proponho a leitura de dois autores americanos. Katharine Dunn e seu "Amor de Monstro", a história de um circo familiar, e os dois primeiros livros de John Irving, "O mundo segundo Garp" e "Hotel New Hampshire". &lt;br /&gt;Ao final dessa excursão, é só repetir o mantra "Gooble, gooble, One of us", e ter a certeza: é impossível não se apaixonar por esses deserdados da pretensa normalidade e se sentir, em espírito, um deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7332884576529371168?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7332884576529371168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7332884576529371168&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7332884576529371168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7332884576529371168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/sou-um-deles.html' title='SOU UM DELES, por Vivian Wyler'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SmeJ7S_qEDI/AAAAAAAAAN0/QJDCvuHgY2U/s72-c/200px-FreaksPoster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-3480909691419547764</id><published>2009-07-12T12:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:30:22.768-07:00</updated><title type='text'>ADORÁVEIS ÓRFÃOS, por Vivian Wyler</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlpBcc_KWdI/AAAAAAAAAM0/FVCbQ2B-GoY/s1600-h/400coups01.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357666663783881170" src="http://4.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlpBcc_KWdI/AAAAAAAAAM0/FVCbQ2B-GoY/s320/400coups01.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 223px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlpA-01hYtI/AAAAAAAAAMk/N-Ke_1e1e_w/s1600-h/Oliver.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357666154789823186" src="http://1.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlpA-01hYtI/AAAAAAAAAMk/N-Ke_1e1e_w/s320/Oliver.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 306px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pensei em escrever sobre Oliver Twist, criação encantadora de Charles Dickens. Tão irresistível que mereceu inúmeras adaptações para o cinema. Vi a primeira delas, o musical de Carol Reed (1968), quando tinha 14 anos,e me apaixonei por tudo. Pela Londres vitoriana, pela pureza do personagem, contrastando com o vicioso Bill Sikes, o bandido,interpretado pelo intenso Oliver Reed, por Fagin e seus pivetinhos, por Nancy, a prostituta com instintos maternais. Li o livro depois do filme. Como todo folhetim de Dickens, ele não decepcionou: são filmes ou minisséries em embrião, com seus muitos personagens, recriação minuciosa de época e voltas e reviravoltas na trama. Muitos anos depois dessas descobertas, encontrei a versão de David Lean (1948), com Alec Guinness eternizando Fagin e uma Londres obviamente cenográfica, em que a metáfora da cidade bombardeada e da miséria que se ali se instalou em decorrência da Segunda Guerra, era mais do que clara. Não deixei de registrar a versão de Polanski, de 2005, a meu ver a mais fraca delas, por seu maniqueísmo e tentativa de emprestar uma maquilagem politicamente correta ao venal Fagin, ainda mais tendo eu fresca na memória a versão teatral, que ficou anos em cartaz na capital inglesa, e era fidelissima à obra de Dickens. &lt;br /&gt;Este texto, no entanto, é para falar de outro desajustado igualmente adorável. Antoine Doinel, o alter-ego de François Truffaut. Ao rever "Os incompreendidos", ontem, me dei conta dessa ligação que não havia feito antes. Doinel não é órfão de pai e mãe, mas órfão da sorte,da complacência, da compreensão. É o pequeno ser indomesticável, que Truffaut retrataria novamente, mais tarde, em "O menino selvagem" (1969). Alguém com instintos confusos, mas puros, desarmado diante de um mundo com regras que não pode apreender. É isso que o liga a Oliver, o menino que pede mais sopa onde isso não é possível, que acredita no amor, mesmo que diariamente lhe recusem até mesmo a amizade. Doinel irá, vida afora, filme após filme ("Beijos proibidos", "Domicílio conjugal", "Amor em fuga") afirmando que não se apaixona por suas namoradas, mas pela família delas, pela sensação de lar que não teve. É esta sensação de lar que faz Oliver se sentir em casa com Fagin e os meninos, tão bem quanto, depois, se sentirá na casa de seu avô verdadeiro.&lt;br /&gt;Não há moralismo em Oliver ou Doinel. O amor é lindo, não importa quem seja seu agente, bandido ou mocinho. Transformar essa busca imaterial em obra de arte só é possível, no entanto, quando se cai nas mãos de um mestre da forma que, ao mesmo tempo, tem a delicada percepção da alma humana, varrendo a pieguice e brindando o leitor/espectador com a carência essencial. Aos mestres Charles Dickens e François Truffaut, meu carinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-3480909691419547764?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/3480909691419547764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=3480909691419547764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3480909691419547764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3480909691419547764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/adoraveis-orfaos.html' title='ADORÁVEIS ÓRFÃOS, por Vivian Wyler'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlpBcc_KWdI/AAAAAAAAAM0/FVCbQ2B-GoY/s72-c/400coups01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-7515424101197296907</id><published>2009-07-10T23:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:31:04.655-07:00</updated><title type='text'>A POESIA DA GRANDE BATALHA, por Eugenia Ribas-Vieira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/Slgwf_F3rsI/AAAAAAAAAOM/WXyc-clgAVA/s1600-h/ELizabeth.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357085082827337410" src="http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/Slgwf_F3rsI/AAAAAAAAAOM/WXyc-clgAVA/s200/ELizabeth.bmp" style="float: left; height: 200px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 160px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;Elizabeth, A era de ouro&lt;/i&gt;, a continuação do mesmo diretor Shekar Kapur para o filme &lt;i&gt;Elizabeth&lt;/i&gt;, de 1998, deixa a desejar. A expectativa da grande batalha contra a imbatível Espanha, no momento histórico sublime do auge da Guerra Santa e da descoberta do Novo Mundo, cai por ribanceiras de frases simples, palavras óbvias e imagens extravagantes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Kapur pode ser um excelente diretor de arte, mas talvez tenha lhe faltado literatura para tratar com mais cautela o momento da grande batalha. Não é apenas de cenografia que precisamos para construir este momento, nem são apenas as armaduras que irão empolgar o espectador. Isso, também.&lt;br /&gt;No início de uma batalha, o medo frente à imagem de um exército gigantesco que se aproxima clama a importância de um líder com as palavras que irão encorajar seus próprios homens a ir em frente, a lutar. Elizabeth, no filme, traz algumas palavras de amor, doces demais para o que se pedia. Doce demais inclusive para o sotaque britânico trabalhado por Cate Blanchett. Sentimos como se não houvessem palavras, e a partir deste momento, o filme torna-se inverossímil. Como um grande líder pode ter palavras tão fracas?&lt;br /&gt;Foi necessário buscar na prateleira "Henrique V", de W. Shakespeare, e dublar Cate Blanchett em voz alta com o discurso da Batalha de Azincourt. Por meio de poucas palavras, Henrique V restaura o ânimo de seus guerreiros, paralizados à frente de um adversário mais numeroso e descansado. Para quem não conhece, uma palinha do texto de Shakespeare, que vai muito além do de Elizabeth no filme: &lt;i&gt;Nós, estes poucos; nós, um punhado de sortudos; nós, um bando de irmãos... pois quem hoje derrama o seu sangue junto comigo passa a ser meu irmão. Pode ser homem de condição humilde; o dia de hoje fará dele um nobre. E os nobres que ficaram na Inglaterra, que estão agora em suas camas, irão julgar-se amaldiçoados porque não estavam aqui... &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-7515424101197296907?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/7515424101197296907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=7515424101197296907&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7515424101197296907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/7515424101197296907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/o-literario-da-grande-batalha.html' title='A POESIA DA GRANDE BATALHA, por Eugenia Ribas-Vieira'/><author><name>Eugenia Ribas Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10264897647662217020</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-aPiWfXw9EbA/TsIqH4uzimI/AAAAAAAAAtY/xG6bf_4anXQ/s220/black%2Bcoat.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MBZssfS5osw/Slgwf_F3rsI/AAAAAAAAAOM/WXyc-clgAVA/s72-c/ELizabeth.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-2943360636601858752</id><published>2009-07-08T04:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:31:27.821-07:00</updated><title type='text'>PINTER E A MULHER MISTERIOSA, por Vivian Wyler</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlSG2Ps3AFI/AAAAAAAAAKs/ALX7I00Gp34/s1600-h/french-lieutenants-woman1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356054123336106066" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlSG2Ps3AFI/AAAAAAAAAKs/ALX7I00Gp34/s320/french-lieutenants-woman1.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 220px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É um dos casos de adaptação cinematográfica mais perfeitos que já vi. De um lado, o texto preciso e precioso de John Fowles, autor que antes de "A mulher do tenente francês", já havia visitado telas e livrarias brasileiras com seu "O colecionador" ( 1969), de William Wyler, com Samantha Eggar e Terence Stamp. Naquele livro (e filme), já estava a essência de Fowles. A tensão sexual, a sociedade como repressão, a ciência e o colecionismo como formas predatórias. Do outro lado, o adaptador, nada menos que o dramaturgo britânico Harold Pinter. O desafio era considerável. Como verter para o cinema uma criação literária que podia ser lida em dois planos, que misturava e subvertia os limites da realidade e da ficção, criando pés de página de um narrador que a tudo questionava?&lt;br /&gt;Pois Pinter fez um trabalho genial. Construindo o roteiro em dois planos- o de um filme, que está sendo feito, e o da narrativa do próprio filme- permitiu-se manter o distanciamento crítico de Fowles e ainda, de quebra, proporcionou a Meryl Strep e Jeremy Irons, sob a direção de Karel Reiz (1981), um tour de force interpretativo.&lt;br /&gt;A Objetiva (selo Alfaguarra) relançou recentemente o livro. Vale a pena entrar no universo de Fowles, não só de "A mulher do tenente francês", mas de "O mago" e o (inédito em português) "The ebony tower", uma surpreendente aula de realização ficcional. O filme foi lançado em DVD, também há pouco tempo, e pode ser obtido na livraria Cultura, por exemplo. Vale duplamente. Não só para avaliar o trabalho respeitoso e criativo de Pinter, como para ver o que é abordar a era vitoriana conjurando todas suas belas imagens, sem desperdiçar as questões importantes e latentes de um momento transformador. O lugar da mulher na sociedade, quando ela tinha que vencer as limitações de quem não nasceu na classe certa. O darwinismo e os dilemas do discurso científico. E, marca registrada de Fowles, o dedo na ferida do discurso amoroso: o que é melhor numa relação, a verdade sensaborona ou as fantasias instigantes com que a recobrimos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-2943360636601858752?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/2943360636601858752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=2943360636601858752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2943360636601858752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/2943360636601858752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/pinter-e-mulher-do-tenente.html' title='PINTER E A MULHER MISTERIOSA, por Vivian Wyler'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlSG2Ps3AFI/AAAAAAAAAKs/ALX7I00Gp34/s72-c/french-lieutenants-woman1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-8357499755099918526</id><published>2009-07-05T14:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T12:31:50.619-07:00</updated><title type='text'>A LUZ NA ESCURIDÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlEcMGp7thI/AAAAAAAAAJ0/1_uf-J3-qHM/s1600-h/ci1001.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355092426190730770" src="http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlEcMGp7thI/AAAAAAAAAJ0/1_uf-J3-qHM/s320/ci1001.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 231px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;" Imagine a cena: cerca de trinta pessoas sentadas em um ambiente escuro. O local é o porão do Grand Café em Paris, França. É o dia 28 de dezembro de 1895. As pessoas vieram assistir à última descoberta tecnológica do incrível século dezenove.&lt;br /&gt;Os espectadores não sabem exatamente o que verão, mas esperam ser extasiados. Essa é a era em que novidades maravilhosas brotam diariamente. Nos últimos 20 anos eles testemunharam a iluminação das cidades, ouviram a voz humana ser lançada através de cabos e máquinas que falam e cantam, ficaram esgazeados vendo subir arranha-céus, e muito mais.&lt;br /&gt;Subitamente, um facho de luz vindo de trás da audiência brilha numa superfície pendurada numa parede distante. Então, para surpresa de todos, imagens diferentes de tudo que já viram aparecem projetadas na superfície. Não são fotografias, apenas, nem desenhos animados. São pessoas reais, e elas estão andando de verdade!&lt;br /&gt;O filme dura alguns minutos e é seguido por outro, intitulado "Trabalhadores saindo da Fábrica Lumière". É a fábrica do pai de Auguste e Louis Lumière, os irmãos franceses que fizeram esses filmes. Os filmes são preto e branco e os trabalhadores se movem de forma engraçada, salteada. Mas, ainda assim... são imagens de pessoas como são na vida real. Incrível!&lt;br /&gt;Outros filmes seguem, todos com cenas da vida diária- "Alimentando o bebê", "A corrida de sacos", e até uma brincadeira, um garoto pisando numa mangueira de jardim, e quando o jardineiro olha para o final da mangueira, para ver porque a água não sai, o garoto levanta o pé e o jardineiro fica inteiro molhado.&lt;br /&gt;Os filmes parecem tão reais que a sequência de um trem chegando na estação faz com que alguns espectadores gritem e corram procurando proteção, com medo de que um trem de verdade esteja a ponto de derrubar o teatro.&lt;br /&gt;Após vinte minutos, as luzes acendem e o espetáculo acabou. Dez filmes curtos. Os primeiros filmes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tradução de trecho extraído  do livro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Before Hollywood- from shadow play to silver screen, &lt;/span&gt;Paul Clee. New York: Clarion Books, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-8357499755099918526?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/8357499755099918526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=8357499755099918526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/8357499755099918526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/8357499755099918526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/luz-na-escuridao.html' title='A LUZ NA ESCURIDÃO'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlEcMGp7thI/AAAAAAAAAJ0/1_uf-J3-qHM/s72-c/ci1001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3987713968096578572.post-3830616091159550986</id><published>2009-07-05T12:15:00.001-07:00</published><updated>2010-04-08T12:32:11.508-07:00</updated><title type='text'>VER COM OS OLHOS DA IMAGINAÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlD8JP83q3I/AAAAAAAAAJk/RVJ_KOL8oZo/s1600-h/realwoman3-708188.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355057192774380402" src="http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlD8JP83q3I/AAAAAAAAAJk/RVJ_KOL8oZo/s320/realwoman3-708188.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 242px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A questão é antiga e mudou, com o tempo. Se antigamente qualquer professor ou pai tinha horror à ideia de que o filho não lia o livro, preferindo substitui-lo pelo filme, hoje o professor leva o filme para a sala de aula porque sabe que um abre a porta para o outro.&lt;br /&gt;Já há algum tempo professores de história colocam seus alunos para assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brancaleone, &lt;/span&gt;de Mario Monicelli, &lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;para que entendam melhor a Idade Média, professores de literatura sugerem assistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Decameron, &lt;/span&gt;de Pasolini, para evitar o confronto com Bocaccio em alunos ainda pouco afeitos a linguagens não contemporâneas, professores de filosofia garantem que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Doce Vida, &lt;/span&gt;de Fellini pode ser a melhor introdução ao existencialismo.&lt;br /&gt;Com os pais, dá-se o mesmo. É só se dar ao trabalho de experimentar. Pegar o filme na locadora, deixar o livro a postos, e pronto.&lt;br /&gt;Pode existir passagem mais deliciosa para a literatura inglesa do século XVIII-XIX do que os filmes baseados em Jane Austen? Ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orgulho e preconceito &lt;/span&gt;e depois ler o livro, página a página, é perceber que não há imagem que substitua o humor sutil da inglesa provinciana e modorrenta que hoje é cultuada em todo o mundo. Ou, ainda mais fácil. Ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O clube de leitura de Jane Austen &lt;/span&gt;e repassar, uma a uma, cada uma de suas obras e percebê-las atuais- quase livros de autoajuda!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os filmes de Curabula &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;é um jogo. Pegue um filme, um livro, busque o maior número de conexões, discuta, analise qual o melhor, o pior. Mas um fato é indiscutível: os olhos da imaginação fazem filmes insuperáveis e totalmente individuais. O caminho do filme ao livro é magnífico, e nada desprezível, mas não se compara ao caminho do livro ao filme. Quando os olhos da sua imaginação se reconhecem nos olhos da imaginação de um diretor, o prazer é incomparável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3987713968096578572-3830616091159550986?l=osfilmesdecurabula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/feeds/3830616091159550986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3987713968096578572&amp;postID=3830616091159550986&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3830616091159550986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3987713968096578572/posts/default/3830616091159550986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osfilmesdecurabula.blogspot.com/2009/07/ver-com-os-olhos-da-imaginacao.html' title='VER COM OS OLHOS DA IMAGINAÇÃO'/><author><name>Vivian Wyler (criação)</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SkGCY-jUUBI/AAAAAAAAACw/68Ig_HuDsHc/S220/belle_liseuse_beautiful_reade_hi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SDUTRtns7Iw/SlD8JP83q3I/AAAAAAAAAJk/RVJ_KOL8oZo/s72-c/realwoman3-708188.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
